Arquivos da categoria: Free Surf

Vídeos e matérias sobre o surf fora das competições.

Chapter Home é o novo vídeo de Tomas Hermes

“Esta é a primeira produção do ano para o “THTV”. Toda a sessão é surfando em casa, Barra Velha, SC. Não temos as melhores ondas, mas é um dos lugares do mundo em que mais me divirto!!” Disse Tomas em uma rede social. Assista agora:

Imagens/ Ana Romanio + Tomas Hermes.

Foto: WSL.

Surfistas aproveitam a folga para treinar em Fiji

Enquanto a comissão da WSL decide adiar o evento por mais um dia, provavelmente até sexta-feira (quinta as 16:30 para nós no Brasil), quando tem previsão de swell, alguns surfistas como Kelly Slater e Josh Kerr aproveitam para testar seus equipamentos e treinar nas ondas de Restaurants:

Foto: Respondek

 

Surfistas iniciantes, trips e extraterrestres

As vezes as pessoas me perguntam: “Qual a graça de entrar na água gelada, tomar um monte de onda na cabeça, pegar uma onda, remar para fora novamente, e ficar nesse ciclo por horas?” Eu sempre digo que cada um tem uma preferência, a minha e a de mais de 3 milhões de brasileiros é o surf. Esse contato direto com a natureza é fascinante. A expectativa das ondas aumentarem, aquele final de tarde em que você está na surfando e a lua cheia começa a nascer, para mim não existe coisa no mundo dos esportes mais maluco e linda do que isso. Tem ainda as amizades, a praia, e a vibe da galera do surf, que é contagiante.

Mas se você ainda não entende qual é a graça do surf, pense se falássemos aqui sobre o Curling. Assista a jogada que deu o título à equipe de Pat Simmons:

Bicho de outro mundo

Surfista é ser meio que de outro mundo, um extraterrestre. A pessoa conhece o mar, é apresentado a uma prancha, desliza sobre uma onda, toma vários caldos e pronto, está feita a urucubaca. O sujeito fica perpléxo, atônito, apaixonado por um esporte que até pouco tempo era conhecido por “esporte de maconheiros e desocupados”. Alguns até desistem por demorar na evolução, mas a maioria se empenha e curte o crescimento diário, afinal de contas, não é todo esporte que te dá a oportunidade de apreciar a natureza dentro dela própria quanto esse.

Evolução Tartaruga

Para aqueles que assistem um vídeo do John John Florence, Gabriel Medina ou Filipe Toledo, e acham que vão detonar logo no primeiro dia, peço que tenham mais paciência, a evolução é lenta e até meio frustrante. Quem já passou por isso sabe! Você vai precisar de perseverança, insistência, paciência e treino, muito treino.

Um dia de cada vez. Num dia, o posicionamento para a remada fica melhor, mais a frente, você consegue se equilibrar melhor na prancha distribuindo seu peso sobre ela. No outro, descobre que o peso dos joelhos na rabeta é bem importante para não ficar com o tórax quase no deck da prancha e não afundar o bico para não imbicar e rachar o nariz na areia. Outro dia você já não cambaleia tanto ao sentar na boia (prancha), depois já consegue furar uma onda com mais facilidade, passar a rebentação, fazer o primeiro drop e aí meu amigo, aí é só alegria!

Uma vez que a pessoa consegue se posicionar na parede da onda e deslizar por ali com fluidez ou mesmo que meio desengonçado, já tá bom demais, fica amarradão, posta foto em tudo que é lugar e sai contando até para a avó que mandou um aéreo 540 back flip sem grab e completou completou sem problemas,

Loucuras pelo surf

O surf é tão viciante que as vezes a gente se pega pensando em fazer a maluquice de acordar as 4h da manhã, enche o carro – na maioria de macho (cueca) – e percorre 100, 200 ou mais quilômetros em busca de uma ou duas horas de diversão, em busca da onda perfeita, aquela que fica na memória por dias, meses, anos, décadas na sua cabeça. A vibe, a camaradagem, o clima da trip, o medo de não acordar e perder a barca… tudo isso faz parte do dia-dia de um surfista urbano, ou do trabalhador que mora na praia mas conta os dias para poder pegar aquela onda no final de semana ou acorda antes do nascer do sol para poder ter seu momento mágico com a natureza, os amigos e sua prancha, que também é muitas vezes é confundida ou carinhosamente chamada de namorada.

Fazer uma trip para Bali é o sonho de todo surfista, inclusive deste que vos escreve. Assista o vídeo/documentário de uma das trips mais sonhadas por nós surfistas, sonhadores, curtidores da natureza e apreciadores de uma boa cerveja:

Mas nem tudo são flores, a bancada rasa de coral cobra pelas ondas perfeitas e tubulares. As vezes o preço é bem alto e dolorido:

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Foto de capa: Chris Immler

Surfistas caem na porrada, precisa disso?

Pois é, infelizmente existe também no meio surfístico. Se você ainda não presenciou dois surfistas ou mais partindo para a agressão física após uma onda roubada (rabeada) ou uma discussão no out side, deve ser porque você não surfa em um local concorrido, um point break ou em uma comunidade onde existem os locais que tem por direito, pegar as melhores da série. E isso não está escrito em nenhum lugar não, quem viaja atrás das melhores ondas deve saber que mesmo os que se posicionam bem no pico e estão na preferência tem lá suas limitações, ou entra aquela regra nada agradável, a regra da Porrada!

Regra básica da preferência

Afinal de contas, regras são para serem cumpridas. A da preferencia diz: “o surfista que estiver mais próximo da espuma, pode remar que a onda é sua.” Opa, nem sempre! Certa vez eu estava num point break, onde a correnteza é muito forte, e tive que entrar bem longe do pico para me posicionar antes da galera que lá estava. Ao chegar minha vez, com posse da preferência, remei despreocupado na onda da série, porém, um local gritava sem ter a preferência: “Não rema Car*#@ho!!Não rema Car*#@ho!!Não rema Car*#@ho!!” E eu, mesmo estando certo, achei melhor esperar outra do que entrar em conflito com o local marrento.

Nem mesmo o top da WSL, Jeremy Flores, escapa das encrencas. Ele arrumou briga com um local enquanto surfava na Austrália em 2011.

Nem mesmo o top da WSL, Jeremy Flores, escapa das encrencas. Ele arrumou briga com um local enquanto surfava na Austrália em 2011.

Tabu do localismo

O localismo é discutido a anos desde que formavam gangues no Hawaii para controlar o acesso as ondas do local, lá eles chegaram a matar surfistas que não respeitavam suas ordens. No Brasil, existem locais com forte discriminação a todo e qualquer surfista que não seja morador do local, nem mesmo vizinhos. Isso prejudica e tira o brilho do esporte. Surf é diversão, liberdade, companheirismo, e tantas outras coisas boas que a natureza nos oferece. Infelizmente sempre tem os ignorantes que passam dos limites.

Como Agir

Se você chega num pico que não conhece ninguém, a melhor coisa a fazer é se posicionar mais ao lado do vala onde ficam os locais. Temos que reconhecer que os locais tem a preferencia, apesar de isso ser uma injustiça com quem se posiciona bem, é assim que acontece e para evitar brigas ou ser expulso da praia, a melhor coisa a fazer é ficar longe dos encrenqueiros e pegar suas ondas tranquilamente. Como já foi dito aqui, rabeador passa mal.

Brigas filmadas

Dentre as brigas documentadas temos esses dois japoneses que tiveram algum atrito na água e quando já estavam prontos para ir pra casa se estranharam:

Nesse vídeo um bodyboarder entrou na onda de outro surfista com a preferencia e se deu mal:

Em Florianópolis, volte e meia acontece uma briga por causa de onda:

E você já presenciou alguma briga na praia? Conte-nos como lida com o localismo e o que acha de deve ser feito por locais e visitantes.

Dane Reynolds é um dos melhores surfistas do mundo?

Essa é a pergunta que muitos se fazem ao ver o surf desse talentoso surfista americano. Dane, que já foi top da WSL, foi o atleta convidado para participar do Fiji Pro, 5° etapa do tour da WSL. Alguns maldosos chegaram a dizer que, após a notícia de ser papai, Dane iria se aposentar porque não conseguiria manter o alto nível de surf apresentado nos últimos anos.

Abandono do tour

Como é sabido por todos, Reynolds abandonou o tour porque não se sentia mais motivado a superar os outros adversários atrás apenas de um troféu, ele queria mais. “Competir é irado se você consegue se manter inspirado, mas rankings e troféus significam muito pouco para mim.” Disse Dane após se despedir do tour.

Convite para Fiji

Em meio a tudo isso a comissão da WSL deu a vaga de convidado (wildcard) para ele, o que cousou revolta e muita discussão pelos fóruns e sites especializados em surf. Afinal de contas não seria melhor dar o convite para qualquer outro surfista que esteja empenhado em conseguir uma vaga do que para um desertor? Mesmo assim ele aceitou e vai competir. Enquanto a data do evento masculino se aproxima você curte o vídeo que mostra como está o surf desse californiano de 29 anos:

Foto de capa: reprodução/Facebook.

 

John John Florence se machuca e brasileiro pode ser convidado para o Fiji Pro

Após o término do Oi Rio Pro, John John Florence se juntou ao amigo Filipe Toledo e seguiu para o litoral sul do Rio de Janeiro, onde iriam fazer as últimas filmagens para o filme do John John. O que Florence não esperava era que uma contusão no tornozelo, após uma aterrizagem errada em um aéreo, iria deixa-lo de 4 a 6 semanas fora da água. John John está oficialmente fora do Fiji Pro e esperamos que ele se recupere para a próxima etapa em J-Bay. Veja no vídeo os detalhes da contusão:

Para a vaga do havaiano, é bem provável que chamem o brasileiro Tomas Hermes. Tomas ficou a uma posição para se classificar para a WSL, por isso ele é o segundo alternate depois de Alejo Muniz, que foi chamado após Michel Bourez se machucar.

🏡/🏄 soon…

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Foto de capa: WSL / Daniel Smorigo.

Kolohe Andino surfa a melhor onda da sua vida

Todos os dias quando voltamos de uma queda ficamos com aquela lembrança da melhor onda do dia, mas também ficam as lembranças das melhores ondas já surfadas, os melhores tubos, os aéreos mais altos, os mares mais perigosos e até as vacas mais cabulosas e engraçadas das nossas vidas.

stoked to be back at porcao 🇺🇸

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Durante as filmagens para seu novo filme, “Brother”, filmado pela produtora de filmes de surf What Youth, o americano de 21 anos Kolohe Andino entubou uma direita perfeita, ficou entocado e fundo e depois mandou um Alley Oop alto e aterrizou com perfeição. Em sua Fanpage ele definiu a onda como “best wave of my life”, a melhor onda da minha vida.

Foto: Reprodução/Facebook.

Kelly Slater empreendedor entra em ação e compra Firewire

O 11x campeão mundial Kelly Slater já tinha demonstrado interesse na empresa que fabrica pranchas ecológicas, mas até então eram apenas rumores. Após confirmação da compra, o careca mostra que não é somente bom na água, está empreendendo e visando um futuro promissor sem sair do esporte. Confira o comunicado à imprensa da empresa:

A Firewire ao longo dos tempos tem provado ser uma marca e um produto sólido, competitivo e muito respeitado na indústria do surf. Todo este percurso foi sendo construído com inúmeras parcerias ao longo tempo com atletas e shapers de renome. Com vista a dar o seguinte passo, a Firewire decidiu vender 80% da sua empresa à EcoPivot LLC, detida a 100% pelo melhor surfista de todos os tempos Kelly Slater. Ter Kelly Slater como parceiro ativo na empresa é um sonho tornado realidade e, a Firewire antevê um futuro muito promissor nos anos que aí vêm, especialmente por ser um surfista que levou o shape e performance a um outro nível.

Foto: Steve Sherman/@tsherms

Kelly também seus dias de mau humor. Foto: Steve Sherman/@tsherms

Com a compra, Slater que é um estudioso das pranchas, vai poder analisar de perto cada alteração e testa-las com mais facilidade, se aproveitando da expertise da Firewire para inovar e criar novos modelos de pranchas, que provavelmente vão ditar os novos padrões mundiais. Ele também promete levar a empresa a utilizar cada vez menos materiais que agridam a natureza e assim incentivar outros players do mercado.

Enquanto ainda ocorre o processo de transição, Kelly disse que vai continuar usando todo tipo de marcas de prancha que ele considere mais apropriado para sua evolução nas competições da WSL e em 2016 passa a contribuir com sua fábrica exclusivamente.

O que vocês acham que o careca vai aprontar em 2016? E porque será que ele não começa a utilizar os modelos da sua empresa? Vamos ficar de olho nos próximos passos desse super campeão.

Foto de capa: Spencer Suitt

Assista algumas das maiores vacas de 2015

Se você ainda não encarou uma onda “fechadeira”, quase que indefensável, “indropavel”, indomável, que não dá muitas chances de você por para baixo com segurança, você ainda não surfou uma onda em que a maior parte do surf são vacas. E se você não é do meio, não se assuste, eu também não ví vacas surfando por aí. Vaca é o termo utilizado no meio surfístico para definir aquele caldo ou queda inesperada da prancha.

Toda essa galera que entrou nesse mar sabia que iria tomar muita vaca, e nem por isso deixaram de surfar. A vaca é um momento de aprendizado porque é lá embaixo da água que temos que ter calma para sair dessa situação e voltar a respirar tranquilamente. Também é um momento de descontração porque todos se divertem com as vacas dos outros. Assista abaixo:

Vídeo de Mike Lucas.

Música The Funkoars – It’s All Good.

Foto: Instagram/Takumi Yasui.

Yago Dora voa alto em Bali

O curitibano radicado em Florianópolis, Yago Dora, vem se destacando a anos por seu surf agressivo e aéreo. O surfista de apenas 19 anos vem ganhando cada vez mais espaço na mídia especializada e por isso já coleciona vários patrocínios como a da Volcom, Monster, Sticky Bumps, Arenque Surfboards, Casa das Pranchas, Future fins, Marcelo Amaral (functional), Pizzaria do Cica.

A série The Factory, que é apresentada pelo site Surfing Magazine, foi filmada em Bali, Indonésia, e além do brasileiro, tem os surfistas Evan Geiselman, Yadin Nicol, Eric Geiselman, Matt Wilkinson, Chippa Wilson e Conner Coffin. Assista o vídeo com todos eles e abaixo a edição apenas com Yago Dora:

Imagem: Reprodução Facebook.