Arquivos da categoria: Vídeos

Vídeos de diversos temos do mundo do surf

Yago Dora – Moendo na Califórnia

Yago Dora é um dos surfistas juniores que mais tem se destacado no surf mundial, com seu surf progressivo, o menino vem mostrando maturidade nas baterias, sempre tranquilo, escolhendo bem e moendo as ondas sem cair da prancha. Divirta-se com essa sessão filmada em Trestles por seu pai, Leandro Dora, da Aprimore Surf.

Foto de capa: Reprodução/Facebook.

Brad Domke – Conheça o primeiro Skinboarder de ondas grandes

Brad Domke começou no surf convencional a alguns anos atrás e já mostrava que não estava para fazer coisa convencional. Ele utilizava a prancha sem quilhas. Não demorou muito ele trocou a prancha por um skinboard e evoluiu mais do que qualquer outro no mundo. Partiu para as ondas grandes e o resto você pode acompanhar no que deu pelo vídeo abaixo. O cara ta surfando mais do que muita gente, e sem remada, sem quilhas, sem precedentes!

Taj Burrow e amigos surfam o melhor Swell do ano no North Poit

O último swell que entrou na Indonésia e Austrália foi considerado por muitos o maior e melhor da última década até o momento. Não a toa, Taj, Dino Adrian e o jovem prodígio Jack Robinson foram alguns dos nomes que se jogaram nas bombas tubulares de North Point. Abaixo você pode ver como foi esse surf com um dos melhores surfistas do mundo:

Foto de capa: Joel Nankivell.

 

Por onde anda Gabriel Medina?

Vamos ser realistas, o atual campeão mundial não chegou lá por sorte ou pelo simples agir do acaso, ou até mesmo por aqueles que acreditam nas previsões místicas de sei lá o que. Gabriel Medina se tornou campeão por regularidade, muito treino, muita raça e uma força de vontade que o levou a encarar os mais temidos surfistas do mundo de igual pra igual. O título é indiscutível, o menino se tornou homem, ganhou etapas, brigou – quase até saiu na porrada – e fez história.

O surfista de Maresias atraiu a grande mídia nacional e conquistou seguidores reais e virtuais em todo o mundo. Suas redes sociais ultrapassaram com facilidade todos os surfistas da WSL. Surfistas, que até pouco tempo no Brasil eram sinônimo de pessoas sem aptidão para trabalhar, usuário de drogas e outras coisas ruins, passaram a aparecer nos mais diversos canais da grande mídia, festando com atores famosos, apresentadores, gatas de revistas masculinas entre outras coisas ainda inexploradas por um surfista. Afinal de contas, alguém imaginaria a 10 anos atrás um sufista sendo entrevistado pelo Louro José?

Bode expiatório

Dito tudo isso, fica o mistério no ar. Por onde anda Gabriel Medina esse ano? Está todo mundo procurando o bode expiatório do Medina em 2015, uns falam que a superexposição tem atrapalhado os treinos do menino, outros criticam seu staff, outros ainda dizem que existe uma ressaca após o título. Fato é que ele está sem vencer este ano e ocupa a singela 20° posição no ranking, última que classifica para a 1° divisão do ano que vem, senhores, nosso campeão corre o risco de não se classificar.

Temos que considerar que Gabriel Medina foi o cara que pela primeira vez colocou a bandeira do Brasil para sempre na história do surf mundial. Ele já se sagrou campeão e isso basta. As vezes a cobrança demasiada por resultados e a pressão por ser o defensor do título tragam a ele certa pressão que certamente não está acostumado. Vamos ser justos, Gabriel já fez muito pelo surf e está de parabéns pela enorme conquista, esperamos que vença algumas etapas até o fim do ano para permanecer na elite e brigar pelo título em 2016.

Foto capa: Reprodução Facebook.

Australiano de 14 anos mostra que vai dar trabalho

O nome dele é complicado, mas você certamente vai ouvir falar nesse australiano de apenas 14 anos. Kyuss King define seu local de treino preferido no Estados Unidos, Trestles, como uma pista de skate adorável. Assista as manobras progressivas do pequeno Aussie:

Créditos: Volcom.

Foro: Reprodução/Facebook.

Momentos de lazer em Fiji: Ping-Pong, Golf e surf de kayak

Nem só de competições vivem os tops da WSL, muito pelo contrario, enquanto o evento esta à espera de ondas e a comissão decide adiar para outro dia, os surfistas aproveitam para se divertir cada um da sua maneira. Uma gosto em comum que percebemos é o gosto pela cerveja. Em quase todas as ocasiões que não estão nas competições eles aparecem com um copo na mão. E quem não gostaria de estar lá nesse clima tenso e tão competitivo?

Matty Wilko aproveitando para dar um rolê de SUP. Fotos: WSL.

Assista os atletas se divertindo como se estivessem de férias e, como sempre, pegando altas ondas:

WSL faz homenagem a Andy Irons

De passagem por Fiji, a WSL fez uma bela homenagem ao surfista Andy Irons ao lançar um vídeo do atleta surfando as ondas de Cloudbreak e entrevistando os surfistas que competiram com ele ou o tem como ídolo. Os havaianos Keanu Asing, Sebastian Zietz e Dusty Payne, o basco Aritz Aranburu, o francês Jeremy Flores e o australiano Josh Kerr falam de como Andy dominava essa onda.

Assista esse vídeo imperdível de um dos melhores surfistas do mundo, que nos deixou cedo demais:

Foto: WSL.

Owen Wright faz história em Fiji – Assista

Por: ASP South America.

Uma final australiana fechou o Fiji Pro com uma performance histórica de Owen Wright, 25 anos, vencendo Julian Wilson, 26, com duas notas 10 nos tubos de 3 metros de altura em Cloudbreak na terça-feira. Ele já havia feito uma “bateria perfeita” de 20 pontos na segunda-feira e o título em Fiji valia a terceira posição de Mick Fanning, 34 anos, no ranking para os dois finalistas. Os brasileiros Adriano de Souza, 28, e Filipe Toledo, 20, continuam na frente do Jeep Leaderboard, mas os australianos se aproximaram para brigar pela ponta do ranking na próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour nas direitas de Jeffreys Bay, de 08 a 19 de julho na África do Sul.

Owen Wright no tubo nota 10 (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu nem consigo acreditar em tudo isso que aconteceu. Ganhar o campeonato aqui em Fiji com duas notas 10 é um sonho tornado realidade”, disse Owen Wright, que entrou na corrida pelo título mundial da temporada. “Eu tenho treinado e trabalhado bastante, acompanhando de perto o que os caras tops do circuito estão fazendo e valeu a pena. O Gabriel Medina tem sido uma grande inspiração para mim, especialmente pelo que ele fez aqui neste evento no ano passado, e os outros brasileiros também”.

Melhores momentos do último dia do evento:

Medina ficou na terceira fase do Fiji Pro esse ano, assim como os líderes do ranking. Adriano continuou em primeiro com 28.000 pontos e Filipinho tem 27.450, agora seguido de perto por Owen Wright com 26.150 e Mick Fanning com 24.950. Mais dois australianos também passam a ter chances matemáticas de brigar pela “lycra amarela” do brasileiro Adriano de Souza no J-Bay Open, o vice-campeão Julian Wilson que subiu para o quinto lugar no ranking com 23.450 pontos e Taj Burrow com 21.700. Os dois tiraram o Brasil do Fiji Pro nos primeiros confrontos das quartas de final que abriram a terça-feira decisiva na ilha de Tavarua.

O potiguar Italo Ferreira, 21 anos, pegou ótimos tubos de frontside nas esquerdas de Cloudbreak para ganhar duas notas na casa dos 8 pontos, mas Julian Wilson surfou o maior, passando por dentro das sessões que quebravam a sua frente para receber 9,43. Esta nota acabou decidindo a pequena vantagem no placar de 17,36 a 17,00 pontos. O paulista Wiggolly Dantas, 25 anos, entrou na segunda do dia com Taj Burrow, 37, mas faltou tubo para os dois competidores, com poucas ondas boas entrando na bateria. O australiano começou bem com nota 8,77 e o ubatubense não conseguiu reagir na difícil condição do mar, sendo derrotado por 13,37 a 7,40 pontos.

Italo Ferreira (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Mesmo assim, o quinto lugar nas quartas de final do Fiji Pro foi mais um grande resultado para os dois estreantes da “seleção brasileira” no grupo dos top-34 da World Surf League esse ano. Italo Ferreira subiu da 11.a para a oitava colocação no ranking e Wiggolly Dantas ganhou cinco posições, saindo da rabeira na lista dos 22 que são mantidos na elite para o 17.o lugar, ultrapassando o campeão mundial Gabriel Medina que caiu para vigésimo e Miguel Pupo, empatado em 21.o com o australiano Adam Melling.

BATERIAS NOTAS 10 – Se Gabriel Medina fez a festa no ano passado com a vitória inédita do Brasil nas Ilhas Fiji, desta vez os australianos comandaram o espetáculo nos tubos de Cloudbreak nestes dois últimos dias de ondas de mais de 3 metros de altura. O campeão Owen Wright estava abençoado e surfou os tubos mais espetaculares com uma apresentação histórica. Ele foi o único a vencer duas baterias com pontuação máxima numa mesma etapa. Kelly Slater e Joel Parkinson também já fizeram duas “baterias perfeitas”, mas em anos e lugares diferentes. Slater em 2005 nos tubos de Teahupoo no Taiti e em Fiji em 2013. E o australiano em 2008 em Banzai Pipeline no Havaí e também em 2013 em Bali na Indonésia.

Parkinson foi a primeira vítima do campeão na terça-feira. Owen venceu o seu primeiro desafio por 16,60 a 12,84 pontos, com nota 8,93 na sua melhor onda. Na semifinal com Jeremy Flores, já começou a bateria com um tubaço incrível que valeu nota 9,43 e depois tirou um 7,50 para garantir sua vitória mais apertada do último dia. O francês só conseguiu surfar duas ondas, mas foi bem na escolha e quase consegue a segunda vaga para a final com as notas 8,00 e 8,57 que recebeu. Os 16,57 pontos de Jeremy ficaram perto dos 16,93 do australiano.

Julian Wilson e o campeão Owen Wright (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

DECISÃO DO TÍTULO – Depois de um intervalo foi iniciada a grande final do Fiji Pro 2015, mas sem muitas ondas boas de novo e longas calmarias. Depois de surfar grandes tubos nas vitórias sobre Italo Ferreira e Taj Burrow, Julian Wilson não pegou nada justamente na bateria decisiva. Já Owen Wright achou tubos espetaculares, sempre estava no lugar certo e o primeiro canudo valeu 9,60. Depois ele saiu de um mais espetacular que arrancou o primeiro 10 da final. E ainda veio em outra bomba, completando o tubo para fechar a sua segunda bateria perfeita de 20 pontos nas esquerdas de Cloudbreak.

Dois 10 na final, Owen faz história:

 

“Eu fiz duas viagens ao Taiti esse ano e acho que é de onde vieram os tubos que entraram para mim na final”, brincou Owen Wright. “Ontem (segunda-feira) já tinha sido um sonho se tornado realidade e hoje foi ainda melhor. Vencer com duas notas 10 é realmente especial. Eu estava vendo o mar antes da bateria e eu sabia que iam entrar alguns tubos grandes. Eu só precisava estar no lugar certo na hora certa e estou muito feliz por estar de volta ao pódio”.

O Fiji Pro foi transmitido ao vivo pelowww.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN. Na próxima etapa na África do Sul, os canais para assistir os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo serão os mesmos.

—————————————————————————————

João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America – jcarvalho@worldsurfleague.com

—————————————————————————————

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO FIJI PRO:

Campeão: Owen Wright (AUS) por 20,00 pontos (10,00+10,00) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 7,84 (notas 4,67+3,17) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Julian Wilson (AUS) 11.50 x 8.66 Taj Burrow (AUS)

2.a: Owen Wright (AUS) 16.93 x 16.57 Jeremy Flores (FRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 15.000:

1.a: Julian Wilson (AUS) 17.36 x 17.00 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Taj Burrow (AUS) 13.37 x 7.40 Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Owen Wright (AUS) 16.60 x 12.84 Joel Parkinson (AUS)

4.a: Jeremy Flores (FRA) 16.83 x 12.90 Kai Otton (AUS)

TOP-22 NO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – após a 5.a etapa em Fiji:

1.o: Adriano de Souza (BRA) – 28.000 pontos

2.o: Filipe Toledo (BRA) – 27.450

3.o: Owen Wright (AUS) – 26.150

4.o: Mick Fanning (AUS) – 24.950

5.o: Julian Wilson (AUS) – 23.450

6.o: Taj Burrow (AUS) – 21.700

7.o: Nat Young (EUA) – 18.250

8.o: Josh Kerr (AUS) – 17.950

8.o: Italo Ferreira (BRA) – 17.950

10: Jeremy Flores (FRA) – 16.750

11: Kelly Slater (EUA) – 16.700

12: John John Florence (HAV) – 16.000

13: Bede Durbidge (AUS) – 15.950

14: Matt Wilkinson (AUS) – 13.250

15: Joel Parkinson (AUS) – 13.200

15: Jadson André (BRA) – 13.200

17: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.150

18: Jordy Smith (AFR) – 11.950

19: Sebastian Zietz (HAV) – 11.000

20: Gabriel Medina (BRA) – 10.950

21: Miguel Pupo (BRA) – 9.750

21: Adam Melling (AUS) – 9.750

PRÓXIMAS ETAPAS DO SAMSUNG GALAXY WORLD SURF LEAGUE CHAMPIONSHIP TOUR 2015:

6.a: Jul 08-19: J-Bay Open em Supertubes, Jeffreys Bay – África do Sul

7.a: Ago 14-25: Billabong Pro Teahupoo em Teahupoo, Taiarapu Ouest – Taiti

8.a: Set 09-20: Hurley Pro at Trestles em Lower Trestles, San Clemente, Califórnia – Estados Unidos

9.a: Out 06-17: Quiksilver Pro France em Hossegor, Landes – França

10: Out 20-31: Moche Rip Curl Pro Portugal em Supertubos, Peniche, Cascais – Portugal

11: Dez 08-20: Billabong Pipe Masters em Banzai Pipeline, Oahu – Havaí

Outras duas notas 10 do campeão:

 

Foto: WSL / Kirstin.

 

Ítalo vence Slater – Fiji Pro Highlights

Por: 

O potiguar Italo Ferreira e o paulista Wiggolly Dantas são os únicos brasileiros entre os oito finalistas do Fiji Pro definidos na segunda-feira de grandes tubos de 10-12 pés em Cloudbreak, na ilha de Tavarua. Wiggolly derrotou Italo e é o único invicto do campeonato, mas o potiguar despachou Kelly Slater na quinta fase e vai enfrentar Julian Wilson na primeira quarta de final. Os brasileiros não competiram nas melhores horas do mar e Gabriel Medina e Filipe Toledo foram eliminados sem conseguir pegar boas ondas em suas baterias. O australiano Mick Fanning também perdeu e Adriano de Souza permanece com a lycra amarela do Jeep Leaderboard de número 1 no ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour.

Wiggolly Dantas (Kirstin Scholtz / WSL)

Filipe Toledo também não perde a vice-liderança nas Ilhas Fiji e o Brasil continua liderando a corrida do título mundial da temporada. Ele assumiria a ponta se passasse por Adam Melling, mas competiu numa hora ruim do mar na mudança da maré, com ondas menores e grandes intervalos entre as séries. O australiano teve mais sorte na escolha e levou a melhor por 11,66 a 10,97 pontos. Com a derrota de Filipe na mesma 13.a colocação do Fiji Pro que Adriano de Souza, só Mick Fanning poderia ultrapassar os brasileiros. Para isso, ele teria que ser finalista em Cloudbreak, mas foi barrado no último confronto do dia pelo mesmo Kai Otton que já havia estreado com vitória sobre Mineirinho na sexta-feira e despachado Gabriel Medina na manhã da segunda-feira.

O atual campeão mundial defendia o título do Fiji Pro e competiu duas baterias antes de Filipe Toledo, também em condições difíceis no mar em transformação, subindo para um fim de dia de tubos clássicos em Cloudbreak. Eles não tiveram a sorte de aproveitar disso e Kai Otton até pegou alguns não tão grandes que renderam duas notas na casa dos 7 pontos para vencer por 14,97 a 13,77 pontos. Esta foi a quarta vez que Gabriel Medina não passa da terceira fase nas cinco etapas da temporada. Ele já caiu para vigésimo no ranking e parece estar mais na briga para ficar no grupo dos 22 que permanecem na elite dos top-34 para o ano que vem, do que pelo bicampeonato mundial. Mas, ainda tem um título a defender, no Billabong Pro Tahiti nos temidos tubos de Teahupoo.

ESTREANTES DO BRASIL – A esperança de uma segunda vitória do Brasil nas Ilhas Fiji agora fica para as duas novidades da “seleção verde-amarela” do WCT. Italo Ferreira e Wiggolly Dantas se classificaram para a divisão principal da World Surf League pelo ranking do Qualifying Series no ano passado. Eles ocuparam as vagas do catarinense Alejo Muniz e do carioca Raoni Monteiro e são os principais estreantes da temporada. Competiram juntos na quarta fase com o norte-americano Dane Reynolds em mais uma bateria fraca de boas ondas. Wiggolly conquistou a classificação direta para as quartas de final por menos de 1 ponto de diferença, totalizando 11,30 pontos contra 10,77 do californiano e 10,67 de Italo Ferreira.

“A situação ficou muito complicada lá fora, difícil de se posicionar, mas estou feliz por conseguir vencer mais uma”, disse Wiggolly Dantas. “Dava para sentir o swell (ondulação) aumentando, ganhando volume, então ficamos lá procurando as ondas e estava muito difícil. Eu estou amarradão que ainda consegui encontrar duas ondas que não fecharam para passar direto para as quartas de final e acredito que teremos muitos tubos pra surfar aqui ainda nos próximos dias”.

Italo Ferreira (Foto: Steve Robertson / WSL)

Curiosamente, todas as baterias com participação brasileira foram disputadas nas piores condições de ondas do dia. Nas outras três baterias desta quarta fase, Julian Wilson ganhou a primeira aumentando o recorde do Fiji Pro para 19,43 pontos, Joel Parkinson venceu a terceira por 18,93 com a primeira nota 10 do campeonato e Jeremy Flores também surfou grandes tubos para somar 18,70 pontos na última. Aí começou a quinta fase com Italo Ferreira e Kelly Slater e as ondas sumiram de Cloudbreak. O onze vezes campeão mundial não achou nada e o potiguar conseguiu sua segunda vitória sobre o maior ídolo do esporte em seu primeiro ano na elite com duas notas na casa dos 5 pontos no placar encerrado em 10,97 a 7,34 pontos.

“Eu quase nem consigo acreditar nisso, que venci o Kelly (Slater) em Fiji”, disse Italo Ferreira. “Ele é o melhor de todos os tempos, ainda mais aqui onde já venceu várias vezes, mas o mar estava bem difícil na nossa bateria, quase não entrou onda, a maioria fechava rápido, mesmo assim estou muito feliz por ter conseguido vencer mais uma bateria e por ter passado para as quartas de final. É muito bom poder continuar competindo neste lugar incrível”.

Assista os melhores momentos da bateria do estreante Ítalo Ferreira:

BATERIAS PERFEITAS – Depois da magra vitória de Italo Ferreira sobre Kelly Slater, os tubos voltaram a aparecer em Cloudbreak para Taj Burrow derrotar Dane Reynolds por 15,24 a 13,66 pontos. E o mar ficou clássico no penúltimo confronto do dia, com Owen Wright fazendo uma apresentação perfeita, somando duas notas 10 e ainda descartando duas na casa dos 8 pontos. As condições estavam incríveis e o seu adversário neste duelo australiano, Adam Melling, também surfou grandes tubos para totalizar 17,70 pontos, contra os 20,00 de Owen Wright, que entrou para um seleto grupo de surfistas notas 10.

Assista a bateria perfeita com direito a duas notas 10 de Owen Wright:

Owen Wright (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu estou absolutamente deslumbrado de como está bom lá fora, não tenho nem o que dizer quase, é simplesmente fantástico”, disse Owen Wright. “Eu nunca imaginei na minha vida que eu iria conseguir 20 pontos numa bateria, mas tem tanta onda boa, o mar tá tão clássico e foi ótimo eu poder realizar isso. É um sentimento incrível estar aqui falando depois de ter surfado essas ondas, não pode existir nada melhor do que estou sentindo agora, foi mágico”.

Em quase 40 anos de história do Circuito Mundial, este feito só havia sido registrado seis vezes. A primeira foi em 1996 na etapa da Gold Coast na Austrália, com o californiano Shane Beschen sendo o mais espetacular de todos, o único a ganhar três notas 10 na mesma bateria. Depois, só em 2005 Kelly Slater conseguiu duas notas máximas na final do Billabong Pro Tahiti e ainda repetiu a bateria perfeita em 2013 nas Ilhas Fiji. O australiano Joel Parkinson também atingiu esta marca duas vezes, em 2008 em Banzai Pipeline no Havaí e em 2013 em Bali na Indonésia. O francês Jeremy Flores completa a lista com suas duas notas 10 nos tubos de Teahupoo no Taiti em 2011.

O Fiji Pro ainda tem prazo até sexta-feira para ser encerrado e a primeira chamada da terça-feira está marcada para as 7h30 da terça-feira na ilha de Tavarua, 16h30 da segunda-feira pelo fuso horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN.

Melhores momentos do dia:

—————————————————————————————

João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America – jcarvalho@worldsurfleague.com

—————————————————————————————

QUARTAS DE FINAL DO FIJI PRO – 5.o lugar com 5.200 pontos:

1.a: Julian Wilson (AUS) x Italo Ferreira (BRA)

2.a: Taj Burrow (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Joel Parkinson (AUS) x Owen Wright (AUS)

4.a: Jeremy Flores (FRA) x Kai Otton (AUS)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos:

1.a: Italo Ferreira (BRA) 10.97 x 7.34 Kelly Slater (EUA)

2.a: Taj Burrow (AUS) 15.24 x 13.66 Dane Reynolds (EUA)

3.a: Owen Wright (AUS) 20.00 x 17.70 Adam Melling (AUS)

4.a: Kai Otton (AUS) 14.33 x 11.33 Mick Fanning (AUS)

QUARTA FASE DO FIJI PRO – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: 1-Julian Wilson (AUS)=19.43, 2-Kelly Slater (EUA)=14.34, 3-Taj Burrow (AUS)=13.83

2.a: 1-Wiggolly Dantas (BRA)=11.30, 2-Dane Reynolds (EUA)=10.77, 3-Italo Ferreira (BRA)=10.67

3.a: 1-Joel Parkiinson (AUS)=18.93, 2-Owen Wright (AUS)=17.26, 3-Mick Fanning (AUS)=16.60

4.a: 1-Jeremy Flores (FRA)=18.70, 2-Kai Otton (AUS)=12.10, 3-Adam Melling (AUS)=7.17

TERCEIRA FASE DO FIJI PRO – Derrota=13.o lugar com 1.750 pontos e US$ 10.500 de prêmio:

———–primeiros resultados da segunda-feira:

7.a: Mick Fanning (AUS) 13.67 x 13.30 Alejo Muniz (BRA)

8.a: Joel Parkinson (AUS) 14.07 x 13.30 Sebastian Zietz (HAV)

9.a: Owen Wright (AUS) 16.26 x 9.44 Adrian Buchan (AUS)

10: Kai Otton (AUS) 14.97 x 13.77 Gabriel Medina (BRA)

11: Jeremy Flores (FRA) 10.60 x 4.50 Bede Durbidge (AUS)

12: Adam Melling (AUS) 11.66 x 10.97 Filipe Toledo (BRA)

———–baterias que fecharam o domingo:

1.a: Taj Burrow (AUS) 13.16 x 6.36 Keanu Asing (HAV)

2.a: Julian Wilson (AUS) 13.93 x 13.34 Kolohe Andino (EUA)

3.a: Kelly Slater (EUA) 18.57 x 10.17 Fredrick Patacchia (HAV)

4.a: Wiggolly Dantas (BRA) 15.36 x 13.94 Nat Young (EUA)

5.a: Italo Ferreira (BRA) 12.93 x 11.80 Jadson André (BRA)

6.a: Dane Reynolds (EUA) 18.34 x 13.64 Adriano de Souza (BRA)

 

Mineirinho e Filipe seguem disputando a liderança do ranking no Fiji Pro

Os paulistas Adriano “Mineirinho” de Souza e Filipe Toledo derrotaram os surfistas locais de Fiji e continuam disputando fase a fase a dianteira no Jeep Leaderboard da corrida pelo título mundial da World Surf League na ilha de Tavarua, em Fiji. O sábado amanheceu com boas ondas de 4-6 pés em Cloudbreak, mas na mudança da maré as condições pioraram bastante e a comissão técnica decidiu adiar a continuação da segunda fase após o quinto duelo do dia. A primeira chamada para a sexta bateria, do australiano Julian Wilson com o americano C. J. Hobgood, foi marcada para as 7h30 do domingo em Fiji, 16h30 do sábado pelo fuso horário de Brasília.

Adriano de Souza (Foto: Steve Robertson / WSL)

Com as vitórias de Adriano de Souza sobre Iria Nakalevu e de Filipe Toledo sobre Aca Ravulo, agora só falta Miguel Pupo ganhar a décima bateria da segunda fase contra o havaiano Fredrick Patacchia para o Brasil garantir 100% de classificação para a terceira fase do Fiji Pro. O campeão mundial Gabriel Medina, o também paulista Wiggolly Dantas, os potiguares Italo Ferreira e Jadson André e o catarinense Alejo Muniz, já haviam garantido passagem direta por terem estreado com vitórias na sexta-feira de ondas menores do que no sábado em Cloudbreak.

“Depois de alguns minutos lá dentro, eu percebi que o vento ficou mais forte e as condições do mar estavam mudando, então decidi vir mais para o inside (mais próximo da costa) para pegar as ondas que estavam entrando ali”, contou Adriano de Souza. “O Inia (Nakalevu) até teve a chance de me bater numa boa onda, mas felizmente para mim ele não conseguiu e estou feliz por passar para o rounde 3. As previsões mostram que as ondas vão ficar maiores nos próximos dias e esta é uma oportunidade incrível para eu mostrar o meu surfe nestas esquerdas mágicas de Cloudbreak”.

Melhores momentos do 2° dia de competições:

Mineirinho disputou a primeira bateria do dia e demorou para surfar sua primeira onda, mas não encontrou dificuldades para superar o fijiano Iria Nakalevu por 13,50 a 6,87 pontos. Enquanto o líder Adriano de Souza somou notas 6,83 e 6,77, Filipe Toledo só precisou de duas na casa dos 5 pontos para derrotar Aca Ravulo na segunda bateria por 10,70 a 8,86. Adriano agora vai defender a ponta do ranking na sexta bateria da terceira fase contra o norte-americano Dane Reynolds, que despachou o número 4, Josh Kerr, da Austrália, no terceiro confronto do sábado.

Filipe Toledo já sabe que vai disputar a 12.a e última bateria da terceira fase, mas ainda aguarda o encerramento do rounde 2 para saber qual será o seu oponente. Além dos dois brasileiros, o único que também está na briga pela “lycra amarela” do Jeep Leaderboard em Fiji é o australiano Mick Fanning. No entanto, ele já necessita chegar na grande final do Fiji Pro para superar os 28.000 pontos que Adriano garantiu no ranking com a passagem para a terceira fase. Já a batalha entre ele e Filipe é fase a fase e quem for melhor nas ondas de Cloudbreak ficará na frente do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015.

“Estou feliz por ter conseguido vencer a bateria, mas a situação estava indefinida até o fim, porque ele (Aca Ravulo) conhece muito bem essas ondas e tem muita experiência aqui”, disse Filipe Toledo, que não conseguiu achar ondas em sua estreia na sexta-feira. “Ontem (sexta-feira) eu estava muito animado para competir e acho que essa ansiedade acabou atrapalhando tudo. Hoje eu estava mais relaxado, mais tranquilo e consegui me posicionar melhor no mar para pegar as ondas necessárias para vencer a bateria”.

Filipe Toledo (Foto: Steve Robertson / WSL)

SHOW DE SLATER – No sábado, a única surpresa nas cinco baterias disputadas foi a vitória de Dane Reynolds sobre Josh Kerr por uma pequena vantagem de 15,00 a 14,10 pontos. Na disputa seguinte, Kelly Slater deu um show nas esquerdas de Cloudbreak e bateu todos os recordes registrados por Gabriel Medina na sexta-feira. Slater surfou um tubaço passando várias sessões encoberto pela cortina d´água para arrancar nota 10 de três dos cinco juízes. Os outros dois acharam que valia 9,80 e a média ficou em 9,93. Com ela somada ao 8,77 da sua primeira onda, Slater totalizou 18,70 pontos, superando a nota 9,23 e os 17,23 pontos da estreia do defensor do título do Fiji Pro.

Melhor onda até o momento: Kelly Slater:

Curiosamente, depois do espetáculo do mestre dos tubos, as ondas sumiram de Cloudbreak e o australiano Owen Wright e o espanhol Aritz Aranburu tiveram pouquíssimas oportunidades de surfar na quinta bateria do dia. Wright ainda achou uma onda regular no finalzinho para garantir a vitória, mas a condição do mar ficou tão crítica que foi decidido paralisar a competição. Uma nova chamada foi marcada para as 12h00, só que as ondas não melhoraram e a continuação da segunda fase foi transferida para o domingo.

O Fiji Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN.

—————————————————————————————

João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America – jcarvalho@worldsurfleague.com

—————————————————————————————

SEGUNDA FASE – Derrota=25.o lugar com 500 pontos e US$ 9.000 pela participação no FIJI PRO:

———–resultados do sábado:

1.a: Adriano de Souza (BRA) 13.50 x 6.87 Iria Nakalevu (FJI)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 10.70 x 8.86 Aca Ravulo (FJI)

3.a: Dane Reynolds (EUA) 15.00 x 14.10 Josh Kerr (AUS)

4.a: Kelly Slater (EUA) 18.70 x 9.47 Jay Davies (AUS)

5.a: Owen Wright (AUS) 10.10 x 9.03 Aritz Aranburu (ESP)

———–baterias que vão abrir o domingo:

6.a: Julian Wilson (AUS) x C. J. Hobgood (EUA)

7.a: Bede Durbidge (AUS) x Dusty Payne (HAV)

8.a: Joel Parkinson (AUS) x Glenn Hall (IRL)

9.a: Matt Wilkinson (AUS) x Adam Melling (AUS)

10: Miguel Pupo (BRA) x Fredrick Patacchia (HAV)

11: Jeremy Flores (FRA) x Ricardo Christie (NZL)

12: Kolohe Andino (EUA) x Matt Banting (AUS)

PRIMEIRA FASE DO FIJI PRO – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:

———–resultados da sexta-feira:

1.a: 1-Alejo Muniz (BRA)=12.20, 2-Kolohe Andino (EUA)=11.54, 3-Kelly Slater (EUA)=11.37

2.a: 1-Taj Burrow (AUS)=12.33, 2-Matt Banting (AUS)=11.13, 3-Aritz Aranburu (ESP)=10.50

3.a: 1-Wiggolly Dantas (BRA)=13.84, 2-Jay Davies (AUS)=13.17, 3-Josh Kerr (AUS)=5.07

4.a: 1-Adrian Buchan (AUS)=15.16, 2-Dane Reynolds (EUA)=8.53, 3-Filipe Toledo (BRA)=8.50

5.a: 1-Mick Fanning (AUS)=13.77, 2-Ricardo Christie (NZL)=9.26, 3-Aca Ravulo (FJI)=5.40

6.a: 1-Kai Otton (AUS)=15.60, 2-Adriano de Souza (BRA)=8.86, 3-Inia Nakalevu (FJI)=5.30

7.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=17.13, 2-Jeremy Flores (FRA)=13.93, 3-C. J. Hobgood (EUA)=10.67

8.a: 1-Sebastian Zietz (HAV)=14.00, 2-Owen Wright (AUS)=13.67, 3-Dusty Payne (HAV)=7.50

9.a: 1-Nat Young (EUA)=13.00, 2-Miguel Pupo (BRA)=11.57, 3-Glenn Hall (IRL)=10.77

10: 1-Jadson André (BRA)=15.17, 2-Adam Melling (AUS)=14.60, 3-Julian Wilson (AUS)=11.34

11: 1-Keanu Asing (HAV)=11.50, 2-Bede Durbidge (AUS)=10.93, 3-Matt Wilkinson (AUS)=6.33

12: 1-Italo Ferreira (BRA)=15.97, 2-Joel Parkinson (AUS)=15.20, 3-Fredrick Patacchia (HAV)=11.47