WSL faz homenagem a Andy Irons

De passagem por Fiji, a WSL fez uma bela homenagem ao surfista Andy Irons ao lançar um vídeo do atleta surfando as ondas de Cloudbreak e entrevistando os surfistas que competiram com ele ou o tem como ídolo. Os havaianos Keanu Asing, Sebastian Zietz e Dusty Payne, o basco Aritz Aranburu, o francês Jeremy Flores e o australiano Josh Kerr falam de como Andy dominava essa onda.

Assista esse vídeo imperdível de um dos melhores surfistas do mundo, que nos deixou cedo demais:

Foto: WSL.

Slater, O mito teimoso

Texto de: Alexandre Guaraná.

A idade quase sempre traz experiência, sabedoria e tranquilidade. Mas pode trazer também a teimosia, saudosismo e impaciência. Tudo depende de como se encara a vida. Depois de assistir as baterias de Kelly Slater nos Round 4 e 5 do Fiji Pro fiquei com a sensação de que o freak americano parece sofrer das partes negativas do envelhecimento, ao menos em sua vida profissional.

É notório que com a idade, o corpo vai mudando, os músculos murchando e a elasticidade diminuindo. Com Kelly, isso não é tão visível já que seu corpo sempre foi acima da média em relação a nós. Tudo devido a sua disciplina, tanto na alimentação quanto na preparação física. Só que aos 43 anos, a distância entre ele e a nova geração ficou apertada, se ainda existe. Slater tem 54 vitórias no WCT, quase o dobro do segundo da lista, Tom Curren, com 33. Só que não vence um evento desde de dezembro de 2013, quando conquistou o Pipe Masters em cima da John John Florence. São 18 meses de jejum que certamente estão gerando agonia e ansiedade.

Há muitos anos, Kelly tem sido um dos surfistas que mais apostam em inovações nas pranchas de surf. E isso foi um dos fatores que aumentou seu domínio no esporte. Só que nos últimos três anos, vem testando, nos próprios eventos, pranchas largas demais e algumas até esquisitas, coisa que deveria fazer apenas nos treinos. Acabou perdendo pressão em suas manobras, que ficaram bem abaixo do que se espera de um mito. Em Bell´s, mudou. Resolveu voltar a usar o modelo Semipro que All Merrick criou especialmente para ele e que foi um dos motivos de seu último título mundial. Seu surf esteve ótimo. Muita velocidade, fluidez e a conhecida pressão estavam de volta. Perdeu no Round 5 do Rip Curl Pro porque foi ansioso e Gabriel Medina, o adversário, sempre guerreiro, não entregou os pontos numa bateria quase perdida. Slater saiu da água sorrindo, esperou o resultado mas quando ouviu sua derrota, cumprimentou Gabriel por educação e saiu com cara de poucos amigos. Ele sabia que tinha perdido para si.

Kelly Slater não foi seletivo na escolha de ondas contra Italo Ferreira. Foto: WSL/Kirstin

Em Margaret River novamente voou baixo. Tanto no Main Break como nas cracas de The Box. Perdeu para Adriano de Souza como favorito, muito porque o brazuca estava inspiradíssimo e também porque tomou um caldo animal que o deixou zonzo perdendo 10 minutos para retornar ao outside. Coisas de campeonato mas um resultado normal, ainda mais para quem o vem derrotando sistematicamente. No Brasil, outra derrota inesperada para Matt Banting, onde surfou muito mal e veio com a desculpa de que não tinha passado bem na noite anterior. Pode até ser, mas o que pareceu foi que ele definitivamente não estava a vontade nas ondas ruins do Postinho. Banting, um bom surfista, nem se esforçou muito.

Só que o auge de sua recente onda de fracassos foi em Fiji. Já iniciou o evento surfando com uma prancha que parecia uma privada do shaper aussie Greg Webber. O mar tava meio xoxo mas tinham algumas ondas boas. Foi péssimo sendo detonado por Alejo Muniz. Na repescagem, retornou com a Semipro e deu um show com tubos impossíveis completados. No Round 3 continuou com sua rotina e aplicou uma kombi em Fred Patacchia, sempre perigoso nos tubos. Foi aí que a teimosia começou a imperar, contribuindo para a perda de confiança, fato que vem assombrando o mito. Contra Julian Wilson e Taj, no Round 4 onde ninguém é eliminado, assistiu de camarote o que a nova geração pode fazer em seu reduto. Com Julian entubando e manobrando como mestre e Taj visivelmente mais a vontade nas morras de 8 a 10 pés, Slater não achou a resposta para virar o resultado. A derrota “humilhante” por 19,43 a 14,34 para Wilson o tirou do sério. Ao sair da água, perguntou para seu ex-técnico o motivo do sacode e pareceu não gostar muito do que ouviu e talvez discordando, resolveu seguir sua tática. Não deu certo. A prova foi outra derrota, na fase seguinte, eliminatória, para o potiguar Ítalo Ferreira na pior bateria do Round 5, onde a maior nota de confronto foi um 5,5 do brasileiro. Tudo bem, o mar estava difícil porém uma bateria antes Jeremy Flores deu show e uma depois Taj Burrow não teve problemas para superar Dane Reynolds, ambos com atuações pra lá de decentes.

Era esperado que o novato Ítalo não fizesse grande coisa (no dia seguinte, com as condições clean, porém ainda grande, Ferreira fez uma excelente bateria contra Julian Wilson). O brasileiro não tem praticamente nenhuma experiência em condições daquelas mas foi muito inteligente, escolhendo ondas mais lisas, fazendo o feijão com arroz e não se sentindo pressionado pela reputação de seu oponente no pico. O freak, ao contrário, surfou com uma prancha pequena demais, basicamente não escolheu onda alguma e tentou entubar em praticamente tudo que apareceu. A forma descontrolada e grommet com que Kelly competiu foi uma repetição de erros impensáveis e improváveis. Perder para Michel Bourez em 2014 nas ondas de 4 pés de Cloudbreak não foi tão ruim, mas ser derrotado em ondas com tubos largos para um surfista sem a menor experiência ficou mal. Para mim, estes erros só podem ser explicados pelo medo de perder para Ítalo. Achei que ele foi teimoso e quis talvez detonar o brasileiro, que o havia vencido em março na Gold Coast australiana. Sinceramente senti que faltou humildade para o careca. Se tivesse feito o “seu” feijão com arroz, teria vencido até com facilidade. Slater é um surfista que se sente confiante demais, mas precisa começar uma bateria com notas altas. Quando isso acontece, vence 95% das vezes. Quando tem que correr atrás do prejuízo, já não tem o mesmo gás. E mesmo com 35 minutos para achar duas ondas que somassem 10,98 (a média de Ferreira foi 10,97 – 5,5 e 5,47), o máximo que conseguiu foi 4,17 e 3,17. Ele explicou depois que se posicionou mal. Bem, isso não explica o resto das vaciladas.

Kelly conquistou seu último título mundial em 2011, vencendo em Teahupoo gigante com facilidade e na manha em Snapper e Trestles, quando teve que usar sua enorme capacidade competitiva para vencer Taj e Owen Wright respectivamente em ondas pequenas e médias. Ou seja, venceu onde sempre é favorito e também em situações em que teve que se reinventar. E mesmo com todos estes problemas que citei acima, ainda disputou palmo a palmo o caneco com Parko, Fanning e Medina. Isso não está acontecendo mais. Muita gente o está aposentando. Creio que estas derrotas apenas o estão deixando mais irritado e frustrado. Esta obsessão em ser novamente campeão mundial, acho que para terminar seu ciclo com chave de ouro, é o que está lhe atrapalhando. É horrível ver a decadência tão de perto, sem poder fazer nada para impedi-la. Isso é o curso natural de todos os seres vivos. Saber levar na esportiva e curtir os últimos momentos ajudam a relaxar. Slater passou uma carreira achando motivos para vencer. Seu espírito competitivo supriu seus defeitos e angústias. Mas está chegando a hora, talvez não de desistir, mas de aproveitar. Curtir a molecada, seus rivais e os holofotes. Pois quando chegar a hora, ele poderá olhar pra trás e pensar: “Cara, como foi bom isso!”. Sem arrependimentos, apenas a sensação do dever cumprido, como pessoa e mito do esporte.

As melhores performaces de Kelly Slater tem sido com a prancha Semi Pro. Foto: WSL/ Kirstin

 

Resultado da 1° Etapa do Paranaense 30 Pés Matinhos Pro/AM

Com 132 inscritos, Matinhos recebeu no último final de semana a primeira etapa do Circuito Paranaense 2015. Com boas ondas e a presença maciça do público, os atletas mostraram que estavam com saudades das competições no Paraná.

ryancordeiro

Ryan Cordeiro é um estiloso surfista local de Itapoá, vencedor da Iniciantes. Foto: Luciana Coelho.

Na principal categoria do evento, atletas profissionais do Paraná e Santa Catarina travaram duelos emocionantes e quem se saiu melhor foi o local e atual campeão Paranaense profissional, Peterson Crisanto. Crisanto, que já disputou e venceu várias competições internacionais passou todas as baterias em primeiro lugar e confirmou seu favoritismo na final.

Outro destaque da competição foi Ítalo Conceição, o surfista venceu em duas categorias, na Curitiba e Universitário. Na categoria Mirim quem venceu foi Fábio Martins. Na iniciantes quem levou a melhor foi o catarinense de Itapoá Ryan Cordeiro. Ryan também ficou com a 3° colocação na categoria Mirim. Já no Feminino quem levou foi Ana Ceccarelli. Na Master o grande campeão foi Luciano Huergo e na Infantil o vencedor foi Ryan Coelho.

Victor Valentim

Victor Valentim, talentoso surfista da Ilha do Mel, voando para ficar em 2° na Profissional. Foto: Anselmo Cuco Maoski.

A organização está de parabéns pelo evento. Parabéns a todos os atletas, comissão técnica, apoiadores e patrocinadores. Vida longa ao surf do Paraná!

Profissional:

CAMISA COL Atleta UF Pont
Vermelha 1 Peterson Crisanto PR 14.50
Branca 4 Leandro Silva SC 10.05
Amarela 3 Alessandro Pulga PR 10.90
Preta 2 Victor Valentin PR 11.65

 

Mirim:

CAMISA COL Atleta UF Pont
Vermelha 2 Edson de Prá PR 7.80
Branca 4 Hedieferson Junior SC 6.90
Amarela 3 Rian Cordeiro PR 7.40
Preta 1 Fabio Martins PR 9.40

 

Hedieferson Junior veio de Itapoá para ficar com a 2° colocação na Iniciantes e 4° na Mirim. Foto: Anselmo Cuco Maoski.

Iniciantes:

CAMISA COL Atleta UF Pont
Vermelha 2 Hedieferson Junior SC 6.00
Branca 4 Gabriel Martins 5.35
Amarela 3 Yasser Chiah PR 6.00
Preta 1 Ryan Cordeiro PR 9.35

 

Infantil:

CAMISA COL Atleta UF Pont
Vermelha 1 Ryan Coelho PR 7.90
Branca 3 Vitor Torinho PR 5.90
Amarela 2 Lucas Sakaue PR 6.20
Preta 4 Vitor Inacio PR 4.50

 

Feminino:

CAMISA COL Atleta UF Pont
Vermelha 2 Camila Ribeiro PR 7.75
Branca 3 Sibele Muniz PR 4.55
Amarela 4 Laura Pohl SC 3.15
Preta 1 Ana Ceccarelli PR 8.00

Master:

CAMISA COL Atleta UF Pont
Vermelha 3 Marcelo Saporski PR 7.35
Branca 1 Luciano Huergo PR 11.85
Amarela 2 Marcio da Veiga PR 9.45
Preta 4 Rafael Feliz PR 6.40

Marcio da Veiga, local de Shangri-la rasgando com força para ficar em 2° na Master. Foto Anselmo Cuco Maoski.

 

Universitário:

CAMISA COL Atleta UF Pont
Vermelha 3 Gustavo Soares PR 5.85
Branca 4 Samuel dos Santos PR 5.65
Amarela 1 Italo Conceição PR 7.85
Preta 2 Rodrigo Roy PR 7.10

 

Rasgada de back de Samuel Santos. Foto: Anselmo Cuco Maoski.

Foto de capa: Anselmo Cuco Maoski. Surfista: Peterson Crisanto.

Vídeo: Sanderson Trevisan.

Owen Wright faz história em Fiji – Assista

Por: ASP South America.

Uma final australiana fechou o Fiji Pro com uma performance histórica de Owen Wright, 25 anos, vencendo Julian Wilson, 26, com duas notas 10 nos tubos de 3 metros de altura em Cloudbreak na terça-feira. Ele já havia feito uma “bateria perfeita” de 20 pontos na segunda-feira e o título em Fiji valia a terceira posição de Mick Fanning, 34 anos, no ranking para os dois finalistas. Os brasileiros Adriano de Souza, 28, e Filipe Toledo, 20, continuam na frente do Jeep Leaderboard, mas os australianos se aproximaram para brigar pela ponta do ranking na próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour nas direitas de Jeffreys Bay, de 08 a 19 de julho na África do Sul.

Owen Wright no tubo nota 10 (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu nem consigo acreditar em tudo isso que aconteceu. Ganhar o campeonato aqui em Fiji com duas notas 10 é um sonho tornado realidade”, disse Owen Wright, que entrou na corrida pelo título mundial da temporada. “Eu tenho treinado e trabalhado bastante, acompanhando de perto o que os caras tops do circuito estão fazendo e valeu a pena. O Gabriel Medina tem sido uma grande inspiração para mim, especialmente pelo que ele fez aqui neste evento no ano passado, e os outros brasileiros também”.

Melhores momentos do último dia do evento:

Medina ficou na terceira fase do Fiji Pro esse ano, assim como os líderes do ranking. Adriano continuou em primeiro com 28.000 pontos e Filipinho tem 27.450, agora seguido de perto por Owen Wright com 26.150 e Mick Fanning com 24.950. Mais dois australianos também passam a ter chances matemáticas de brigar pela “lycra amarela” do brasileiro Adriano de Souza no J-Bay Open, o vice-campeão Julian Wilson que subiu para o quinto lugar no ranking com 23.450 pontos e Taj Burrow com 21.700. Os dois tiraram o Brasil do Fiji Pro nos primeiros confrontos das quartas de final que abriram a terça-feira decisiva na ilha de Tavarua.

O potiguar Italo Ferreira, 21 anos, pegou ótimos tubos de frontside nas esquerdas de Cloudbreak para ganhar duas notas na casa dos 8 pontos, mas Julian Wilson surfou o maior, passando por dentro das sessões que quebravam a sua frente para receber 9,43. Esta nota acabou decidindo a pequena vantagem no placar de 17,36 a 17,00 pontos. O paulista Wiggolly Dantas, 25 anos, entrou na segunda do dia com Taj Burrow, 37, mas faltou tubo para os dois competidores, com poucas ondas boas entrando na bateria. O australiano começou bem com nota 8,77 e o ubatubense não conseguiu reagir na difícil condição do mar, sendo derrotado por 13,37 a 7,40 pontos.

Italo Ferreira (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Mesmo assim, o quinto lugar nas quartas de final do Fiji Pro foi mais um grande resultado para os dois estreantes da “seleção brasileira” no grupo dos top-34 da World Surf League esse ano. Italo Ferreira subiu da 11.a para a oitava colocação no ranking e Wiggolly Dantas ganhou cinco posições, saindo da rabeira na lista dos 22 que são mantidos na elite para o 17.o lugar, ultrapassando o campeão mundial Gabriel Medina que caiu para vigésimo e Miguel Pupo, empatado em 21.o com o australiano Adam Melling.

BATERIAS NOTAS 10 – Se Gabriel Medina fez a festa no ano passado com a vitória inédita do Brasil nas Ilhas Fiji, desta vez os australianos comandaram o espetáculo nos tubos de Cloudbreak nestes dois últimos dias de ondas de mais de 3 metros de altura. O campeão Owen Wright estava abençoado e surfou os tubos mais espetaculares com uma apresentação histórica. Ele foi o único a vencer duas baterias com pontuação máxima numa mesma etapa. Kelly Slater e Joel Parkinson também já fizeram duas “baterias perfeitas”, mas em anos e lugares diferentes. Slater em 2005 nos tubos de Teahupoo no Taiti e em Fiji em 2013. E o australiano em 2008 em Banzai Pipeline no Havaí e também em 2013 em Bali na Indonésia.

Parkinson foi a primeira vítima do campeão na terça-feira. Owen venceu o seu primeiro desafio por 16,60 a 12,84 pontos, com nota 8,93 na sua melhor onda. Na semifinal com Jeremy Flores, já começou a bateria com um tubaço incrível que valeu nota 9,43 e depois tirou um 7,50 para garantir sua vitória mais apertada do último dia. O francês só conseguiu surfar duas ondas, mas foi bem na escolha e quase consegue a segunda vaga para a final com as notas 8,00 e 8,57 que recebeu. Os 16,57 pontos de Jeremy ficaram perto dos 16,93 do australiano.

Julian Wilson e o campeão Owen Wright (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

DECISÃO DO TÍTULO – Depois de um intervalo foi iniciada a grande final do Fiji Pro 2015, mas sem muitas ondas boas de novo e longas calmarias. Depois de surfar grandes tubos nas vitórias sobre Italo Ferreira e Taj Burrow, Julian Wilson não pegou nada justamente na bateria decisiva. Já Owen Wright achou tubos espetaculares, sempre estava no lugar certo e o primeiro canudo valeu 9,60. Depois ele saiu de um mais espetacular que arrancou o primeiro 10 da final. E ainda veio em outra bomba, completando o tubo para fechar a sua segunda bateria perfeita de 20 pontos nas esquerdas de Cloudbreak.

Dois 10 na final, Owen faz história:

 

“Eu fiz duas viagens ao Taiti esse ano e acho que é de onde vieram os tubos que entraram para mim na final”, brincou Owen Wright. “Ontem (segunda-feira) já tinha sido um sonho se tornado realidade e hoje foi ainda melhor. Vencer com duas notas 10 é realmente especial. Eu estava vendo o mar antes da bateria e eu sabia que iam entrar alguns tubos grandes. Eu só precisava estar no lugar certo na hora certa e estou muito feliz por estar de volta ao pódio”.

O Fiji Pro foi transmitido ao vivo pelowww.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN. Na próxima etapa na África do Sul, os canais para assistir os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo serão os mesmos.

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João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America – jcarvalho@worldsurfleague.com

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RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO FIJI PRO:

Campeão: Owen Wright (AUS) por 20,00 pontos (10,00+10,00) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 7,84 (notas 4,67+3,17) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Julian Wilson (AUS) 11.50 x 8.66 Taj Burrow (AUS)

2.a: Owen Wright (AUS) 16.93 x 16.57 Jeremy Flores (FRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 15.000:

1.a: Julian Wilson (AUS) 17.36 x 17.00 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Taj Burrow (AUS) 13.37 x 7.40 Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Owen Wright (AUS) 16.60 x 12.84 Joel Parkinson (AUS)

4.a: Jeremy Flores (FRA) 16.83 x 12.90 Kai Otton (AUS)

TOP-22 NO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – após a 5.a etapa em Fiji:

1.o: Adriano de Souza (BRA) – 28.000 pontos

2.o: Filipe Toledo (BRA) – 27.450

3.o: Owen Wright (AUS) – 26.150

4.o: Mick Fanning (AUS) – 24.950

5.o: Julian Wilson (AUS) – 23.450

6.o: Taj Burrow (AUS) – 21.700

7.o: Nat Young (EUA) – 18.250

8.o: Josh Kerr (AUS) – 17.950

8.o: Italo Ferreira (BRA) – 17.950

10: Jeremy Flores (FRA) – 16.750

11: Kelly Slater (EUA) – 16.700

12: John John Florence (HAV) – 16.000

13: Bede Durbidge (AUS) – 15.950

14: Matt Wilkinson (AUS) – 13.250

15: Joel Parkinson (AUS) – 13.200

15: Jadson André (BRA) – 13.200

17: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.150

18: Jordy Smith (AFR) – 11.950

19: Sebastian Zietz (HAV) – 11.000

20: Gabriel Medina (BRA) – 10.950

21: Miguel Pupo (BRA) – 9.750

21: Adam Melling (AUS) – 9.750

PRÓXIMAS ETAPAS DO SAMSUNG GALAXY WORLD SURF LEAGUE CHAMPIONSHIP TOUR 2015:

6.a: Jul 08-19: J-Bay Open em Supertubes, Jeffreys Bay – África do Sul

7.a: Ago 14-25: Billabong Pro Teahupoo em Teahupoo, Taiarapu Ouest – Taiti

8.a: Set 09-20: Hurley Pro at Trestles em Lower Trestles, San Clemente, Califórnia – Estados Unidos

9.a: Out 06-17: Quiksilver Pro France em Hossegor, Landes – França

10: Out 20-31: Moche Rip Curl Pro Portugal em Supertubos, Peniche, Cascais – Portugal

11: Dez 08-20: Billabong Pipe Masters em Banzai Pipeline, Oahu – Havaí

Outras duas notas 10 do campeão:

 

Foto: WSL / Kirstin.

 

Ítalo vence Slater – Fiji Pro Highlights

Por: 

O potiguar Italo Ferreira e o paulista Wiggolly Dantas são os únicos brasileiros entre os oito finalistas do Fiji Pro definidos na segunda-feira de grandes tubos de 10-12 pés em Cloudbreak, na ilha de Tavarua. Wiggolly derrotou Italo e é o único invicto do campeonato, mas o potiguar despachou Kelly Slater na quinta fase e vai enfrentar Julian Wilson na primeira quarta de final. Os brasileiros não competiram nas melhores horas do mar e Gabriel Medina e Filipe Toledo foram eliminados sem conseguir pegar boas ondas em suas baterias. O australiano Mick Fanning também perdeu e Adriano de Souza permanece com a lycra amarela do Jeep Leaderboard de número 1 no ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour.

Wiggolly Dantas (Kirstin Scholtz / WSL)

Filipe Toledo também não perde a vice-liderança nas Ilhas Fiji e o Brasil continua liderando a corrida do título mundial da temporada. Ele assumiria a ponta se passasse por Adam Melling, mas competiu numa hora ruim do mar na mudança da maré, com ondas menores e grandes intervalos entre as séries. O australiano teve mais sorte na escolha e levou a melhor por 11,66 a 10,97 pontos. Com a derrota de Filipe na mesma 13.a colocação do Fiji Pro que Adriano de Souza, só Mick Fanning poderia ultrapassar os brasileiros. Para isso, ele teria que ser finalista em Cloudbreak, mas foi barrado no último confronto do dia pelo mesmo Kai Otton que já havia estreado com vitória sobre Mineirinho na sexta-feira e despachado Gabriel Medina na manhã da segunda-feira.

O atual campeão mundial defendia o título do Fiji Pro e competiu duas baterias antes de Filipe Toledo, também em condições difíceis no mar em transformação, subindo para um fim de dia de tubos clássicos em Cloudbreak. Eles não tiveram a sorte de aproveitar disso e Kai Otton até pegou alguns não tão grandes que renderam duas notas na casa dos 7 pontos para vencer por 14,97 a 13,77 pontos. Esta foi a quarta vez que Gabriel Medina não passa da terceira fase nas cinco etapas da temporada. Ele já caiu para vigésimo no ranking e parece estar mais na briga para ficar no grupo dos 22 que permanecem na elite dos top-34 para o ano que vem, do que pelo bicampeonato mundial. Mas, ainda tem um título a defender, no Billabong Pro Tahiti nos temidos tubos de Teahupoo.

ESTREANTES DO BRASIL – A esperança de uma segunda vitória do Brasil nas Ilhas Fiji agora fica para as duas novidades da “seleção verde-amarela” do WCT. Italo Ferreira e Wiggolly Dantas se classificaram para a divisão principal da World Surf League pelo ranking do Qualifying Series no ano passado. Eles ocuparam as vagas do catarinense Alejo Muniz e do carioca Raoni Monteiro e são os principais estreantes da temporada. Competiram juntos na quarta fase com o norte-americano Dane Reynolds em mais uma bateria fraca de boas ondas. Wiggolly conquistou a classificação direta para as quartas de final por menos de 1 ponto de diferença, totalizando 11,30 pontos contra 10,77 do californiano e 10,67 de Italo Ferreira.

“A situação ficou muito complicada lá fora, difícil de se posicionar, mas estou feliz por conseguir vencer mais uma”, disse Wiggolly Dantas. “Dava para sentir o swell (ondulação) aumentando, ganhando volume, então ficamos lá procurando as ondas e estava muito difícil. Eu estou amarradão que ainda consegui encontrar duas ondas que não fecharam para passar direto para as quartas de final e acredito que teremos muitos tubos pra surfar aqui ainda nos próximos dias”.

Italo Ferreira (Foto: Steve Robertson / WSL)

Curiosamente, todas as baterias com participação brasileira foram disputadas nas piores condições de ondas do dia. Nas outras três baterias desta quarta fase, Julian Wilson ganhou a primeira aumentando o recorde do Fiji Pro para 19,43 pontos, Joel Parkinson venceu a terceira por 18,93 com a primeira nota 10 do campeonato e Jeremy Flores também surfou grandes tubos para somar 18,70 pontos na última. Aí começou a quinta fase com Italo Ferreira e Kelly Slater e as ondas sumiram de Cloudbreak. O onze vezes campeão mundial não achou nada e o potiguar conseguiu sua segunda vitória sobre o maior ídolo do esporte em seu primeiro ano na elite com duas notas na casa dos 5 pontos no placar encerrado em 10,97 a 7,34 pontos.

“Eu quase nem consigo acreditar nisso, que venci o Kelly (Slater) em Fiji”, disse Italo Ferreira. “Ele é o melhor de todos os tempos, ainda mais aqui onde já venceu várias vezes, mas o mar estava bem difícil na nossa bateria, quase não entrou onda, a maioria fechava rápido, mesmo assim estou muito feliz por ter conseguido vencer mais uma bateria e por ter passado para as quartas de final. É muito bom poder continuar competindo neste lugar incrível”.

Assista os melhores momentos da bateria do estreante Ítalo Ferreira:

BATERIAS PERFEITAS – Depois da magra vitória de Italo Ferreira sobre Kelly Slater, os tubos voltaram a aparecer em Cloudbreak para Taj Burrow derrotar Dane Reynolds por 15,24 a 13,66 pontos. E o mar ficou clássico no penúltimo confronto do dia, com Owen Wright fazendo uma apresentação perfeita, somando duas notas 10 e ainda descartando duas na casa dos 8 pontos. As condições estavam incríveis e o seu adversário neste duelo australiano, Adam Melling, também surfou grandes tubos para totalizar 17,70 pontos, contra os 20,00 de Owen Wright, que entrou para um seleto grupo de surfistas notas 10.

Assista a bateria perfeita com direito a duas notas 10 de Owen Wright:

Owen Wright (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu estou absolutamente deslumbrado de como está bom lá fora, não tenho nem o que dizer quase, é simplesmente fantástico”, disse Owen Wright. “Eu nunca imaginei na minha vida que eu iria conseguir 20 pontos numa bateria, mas tem tanta onda boa, o mar tá tão clássico e foi ótimo eu poder realizar isso. É um sentimento incrível estar aqui falando depois de ter surfado essas ondas, não pode existir nada melhor do que estou sentindo agora, foi mágico”.

Em quase 40 anos de história do Circuito Mundial, este feito só havia sido registrado seis vezes. A primeira foi em 1996 na etapa da Gold Coast na Austrália, com o californiano Shane Beschen sendo o mais espetacular de todos, o único a ganhar três notas 10 na mesma bateria. Depois, só em 2005 Kelly Slater conseguiu duas notas máximas na final do Billabong Pro Tahiti e ainda repetiu a bateria perfeita em 2013 nas Ilhas Fiji. O australiano Joel Parkinson também atingiu esta marca duas vezes, em 2008 em Banzai Pipeline no Havaí e em 2013 em Bali na Indonésia. O francês Jeremy Flores completa a lista com suas duas notas 10 nos tubos de Teahupoo no Taiti em 2011.

O Fiji Pro ainda tem prazo até sexta-feira para ser encerrado e a primeira chamada da terça-feira está marcada para as 7h30 da terça-feira na ilha de Tavarua, 16h30 da segunda-feira pelo fuso horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN.

Melhores momentos do dia:

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João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America – jcarvalho@worldsurfleague.com

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QUARTAS DE FINAL DO FIJI PRO – 5.o lugar com 5.200 pontos:

1.a: Julian Wilson (AUS) x Italo Ferreira (BRA)

2.a: Taj Burrow (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Joel Parkinson (AUS) x Owen Wright (AUS)

4.a: Jeremy Flores (FRA) x Kai Otton (AUS)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos:

1.a: Italo Ferreira (BRA) 10.97 x 7.34 Kelly Slater (EUA)

2.a: Taj Burrow (AUS) 15.24 x 13.66 Dane Reynolds (EUA)

3.a: Owen Wright (AUS) 20.00 x 17.70 Adam Melling (AUS)

4.a: Kai Otton (AUS) 14.33 x 11.33 Mick Fanning (AUS)

QUARTA FASE DO FIJI PRO – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: 1-Julian Wilson (AUS)=19.43, 2-Kelly Slater (EUA)=14.34, 3-Taj Burrow (AUS)=13.83

2.a: 1-Wiggolly Dantas (BRA)=11.30, 2-Dane Reynolds (EUA)=10.77, 3-Italo Ferreira (BRA)=10.67

3.a: 1-Joel Parkiinson (AUS)=18.93, 2-Owen Wright (AUS)=17.26, 3-Mick Fanning (AUS)=16.60

4.a: 1-Jeremy Flores (FRA)=18.70, 2-Kai Otton (AUS)=12.10, 3-Adam Melling (AUS)=7.17

TERCEIRA FASE DO FIJI PRO – Derrota=13.o lugar com 1.750 pontos e US$ 10.500 de prêmio:

———–primeiros resultados da segunda-feira:

7.a: Mick Fanning (AUS) 13.67 x 13.30 Alejo Muniz (BRA)

8.a: Joel Parkinson (AUS) 14.07 x 13.30 Sebastian Zietz (HAV)

9.a: Owen Wright (AUS) 16.26 x 9.44 Adrian Buchan (AUS)

10: Kai Otton (AUS) 14.97 x 13.77 Gabriel Medina (BRA)

11: Jeremy Flores (FRA) 10.60 x 4.50 Bede Durbidge (AUS)

12: Adam Melling (AUS) 11.66 x 10.97 Filipe Toledo (BRA)

———–baterias que fecharam o domingo:

1.a: Taj Burrow (AUS) 13.16 x 6.36 Keanu Asing (HAV)

2.a: Julian Wilson (AUS) 13.93 x 13.34 Kolohe Andino (EUA)

3.a: Kelly Slater (EUA) 18.57 x 10.17 Fredrick Patacchia (HAV)

4.a: Wiggolly Dantas (BRA) 15.36 x 13.94 Nat Young (EUA)

5.a: Italo Ferreira (BRA) 12.93 x 11.80 Jadson André (BRA)

6.a: Dane Reynolds (EUA) 18.34 x 13.64 Adriano de Souza (BRA)

 

Mineirinho e Filipe seguem disputando a liderança do ranking no Fiji Pro

Os paulistas Adriano “Mineirinho” de Souza e Filipe Toledo derrotaram os surfistas locais de Fiji e continuam disputando fase a fase a dianteira no Jeep Leaderboard da corrida pelo título mundial da World Surf League na ilha de Tavarua, em Fiji. O sábado amanheceu com boas ondas de 4-6 pés em Cloudbreak, mas na mudança da maré as condições pioraram bastante e a comissão técnica decidiu adiar a continuação da segunda fase após o quinto duelo do dia. A primeira chamada para a sexta bateria, do australiano Julian Wilson com o americano C. J. Hobgood, foi marcada para as 7h30 do domingo em Fiji, 16h30 do sábado pelo fuso horário de Brasília.

Adriano de Souza (Foto: Steve Robertson / WSL)

Com as vitórias de Adriano de Souza sobre Iria Nakalevu e de Filipe Toledo sobre Aca Ravulo, agora só falta Miguel Pupo ganhar a décima bateria da segunda fase contra o havaiano Fredrick Patacchia para o Brasil garantir 100% de classificação para a terceira fase do Fiji Pro. O campeão mundial Gabriel Medina, o também paulista Wiggolly Dantas, os potiguares Italo Ferreira e Jadson André e o catarinense Alejo Muniz, já haviam garantido passagem direta por terem estreado com vitórias na sexta-feira de ondas menores do que no sábado em Cloudbreak.

“Depois de alguns minutos lá dentro, eu percebi que o vento ficou mais forte e as condições do mar estavam mudando, então decidi vir mais para o inside (mais próximo da costa) para pegar as ondas que estavam entrando ali”, contou Adriano de Souza. “O Inia (Nakalevu) até teve a chance de me bater numa boa onda, mas felizmente para mim ele não conseguiu e estou feliz por passar para o rounde 3. As previsões mostram que as ondas vão ficar maiores nos próximos dias e esta é uma oportunidade incrível para eu mostrar o meu surfe nestas esquerdas mágicas de Cloudbreak”.

Melhores momentos do 2° dia de competições:

Mineirinho disputou a primeira bateria do dia e demorou para surfar sua primeira onda, mas não encontrou dificuldades para superar o fijiano Iria Nakalevu por 13,50 a 6,87 pontos. Enquanto o líder Adriano de Souza somou notas 6,83 e 6,77, Filipe Toledo só precisou de duas na casa dos 5 pontos para derrotar Aca Ravulo na segunda bateria por 10,70 a 8,86. Adriano agora vai defender a ponta do ranking na sexta bateria da terceira fase contra o norte-americano Dane Reynolds, que despachou o número 4, Josh Kerr, da Austrália, no terceiro confronto do sábado.

Filipe Toledo já sabe que vai disputar a 12.a e última bateria da terceira fase, mas ainda aguarda o encerramento do rounde 2 para saber qual será o seu oponente. Além dos dois brasileiros, o único que também está na briga pela “lycra amarela” do Jeep Leaderboard em Fiji é o australiano Mick Fanning. No entanto, ele já necessita chegar na grande final do Fiji Pro para superar os 28.000 pontos que Adriano garantiu no ranking com a passagem para a terceira fase. Já a batalha entre ele e Filipe é fase a fase e quem for melhor nas ondas de Cloudbreak ficará na frente do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015.

“Estou feliz por ter conseguido vencer a bateria, mas a situação estava indefinida até o fim, porque ele (Aca Ravulo) conhece muito bem essas ondas e tem muita experiência aqui”, disse Filipe Toledo, que não conseguiu achar ondas em sua estreia na sexta-feira. “Ontem (sexta-feira) eu estava muito animado para competir e acho que essa ansiedade acabou atrapalhando tudo. Hoje eu estava mais relaxado, mais tranquilo e consegui me posicionar melhor no mar para pegar as ondas necessárias para vencer a bateria”.

Filipe Toledo (Foto: Steve Robertson / WSL)

SHOW DE SLATER – No sábado, a única surpresa nas cinco baterias disputadas foi a vitória de Dane Reynolds sobre Josh Kerr por uma pequena vantagem de 15,00 a 14,10 pontos. Na disputa seguinte, Kelly Slater deu um show nas esquerdas de Cloudbreak e bateu todos os recordes registrados por Gabriel Medina na sexta-feira. Slater surfou um tubaço passando várias sessões encoberto pela cortina d´água para arrancar nota 10 de três dos cinco juízes. Os outros dois acharam que valia 9,80 e a média ficou em 9,93. Com ela somada ao 8,77 da sua primeira onda, Slater totalizou 18,70 pontos, superando a nota 9,23 e os 17,23 pontos da estreia do defensor do título do Fiji Pro.

Melhor onda até o momento: Kelly Slater:

Curiosamente, depois do espetáculo do mestre dos tubos, as ondas sumiram de Cloudbreak e o australiano Owen Wright e o espanhol Aritz Aranburu tiveram pouquíssimas oportunidades de surfar na quinta bateria do dia. Wright ainda achou uma onda regular no finalzinho para garantir a vitória, mas a condição do mar ficou tão crítica que foi decidido paralisar a competição. Uma nova chamada foi marcada para as 12h00, só que as ondas não melhoraram e a continuação da segunda fase foi transferida para o domingo.

O Fiji Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN.

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João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America – jcarvalho@worldsurfleague.com

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SEGUNDA FASE – Derrota=25.o lugar com 500 pontos e US$ 9.000 pela participação no FIJI PRO:

———–resultados do sábado:

1.a: Adriano de Souza (BRA) 13.50 x 6.87 Iria Nakalevu (FJI)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 10.70 x 8.86 Aca Ravulo (FJI)

3.a: Dane Reynolds (EUA) 15.00 x 14.10 Josh Kerr (AUS)

4.a: Kelly Slater (EUA) 18.70 x 9.47 Jay Davies (AUS)

5.a: Owen Wright (AUS) 10.10 x 9.03 Aritz Aranburu (ESP)

———–baterias que vão abrir o domingo:

6.a: Julian Wilson (AUS) x C. J. Hobgood (EUA)

7.a: Bede Durbidge (AUS) x Dusty Payne (HAV)

8.a: Joel Parkinson (AUS) x Glenn Hall (IRL)

9.a: Matt Wilkinson (AUS) x Adam Melling (AUS)

10: Miguel Pupo (BRA) x Fredrick Patacchia (HAV)

11: Jeremy Flores (FRA) x Ricardo Christie (NZL)

12: Kolohe Andino (EUA) x Matt Banting (AUS)

PRIMEIRA FASE DO FIJI PRO – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:

———–resultados da sexta-feira:

1.a: 1-Alejo Muniz (BRA)=12.20, 2-Kolohe Andino (EUA)=11.54, 3-Kelly Slater (EUA)=11.37

2.a: 1-Taj Burrow (AUS)=12.33, 2-Matt Banting (AUS)=11.13, 3-Aritz Aranburu (ESP)=10.50

3.a: 1-Wiggolly Dantas (BRA)=13.84, 2-Jay Davies (AUS)=13.17, 3-Josh Kerr (AUS)=5.07

4.a: 1-Adrian Buchan (AUS)=15.16, 2-Dane Reynolds (EUA)=8.53, 3-Filipe Toledo (BRA)=8.50

5.a: 1-Mick Fanning (AUS)=13.77, 2-Ricardo Christie (NZL)=9.26, 3-Aca Ravulo (FJI)=5.40

6.a: 1-Kai Otton (AUS)=15.60, 2-Adriano de Souza (BRA)=8.86, 3-Inia Nakalevu (FJI)=5.30

7.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=17.13, 2-Jeremy Flores (FRA)=13.93, 3-C. J. Hobgood (EUA)=10.67

8.a: 1-Sebastian Zietz (HAV)=14.00, 2-Owen Wright (AUS)=13.67, 3-Dusty Payne (HAV)=7.50

9.a: 1-Nat Young (EUA)=13.00, 2-Miguel Pupo (BRA)=11.57, 3-Glenn Hall (IRL)=10.77

10: 1-Jadson André (BRA)=15.17, 2-Adam Melling (AUS)=14.60, 3-Julian Wilson (AUS)=11.34

11: 1-Keanu Asing (HAV)=11.50, 2-Bede Durbidge (AUS)=10.93, 3-Matt Wilkinson (AUS)=6.33

12: 1-Italo Ferreira (BRA)=15.97, 2-Joel Parkinson (AUS)=15.20, 3-Fredrick Patacchia (HAV)=11.47

 

A zoeira é indomável (até no surf)

Que a zoeira é indomável ninguém tem dúvidas, mas que ela chegaria aos tops da WSL é novidade. Um perfil do Instagram fez diversas montagens com vários surfistas profissionais. As imagens misturam rostos, colocam acessórios inusitados nas ondas e no cotidiano dos atletas. Confira algumas imagens do worldsurflols:

filipestorm

Filipinho e a tempestade brasileira.

cava

JOB cada vez mais maluco.

floater

Tomando a frente com estilo. Sally e Laura Never.

 

JJF sempre no controle.

JJF sempre no controle, já Joel…

Antony Walsh com um ângulo privilegiado.

Antony Walsh com um ângulo privilegiado.

 

5 atitudes de surfistas chatos

“Line up” é aquela parte do mar que a gente fica à espera da melhor onda da série. E é lá que alguns surfistas demonstram ser verdadeiros manés. Por alguma rasão que não sabemos explicar, surfistas resolvem ir ao mar por diversas maneiras e não apenas pela que deveria ser a principal delas, se desligar do mundo, ter um contato direto com a natureza e um momento de lazer com amigos.

Aos aprendizes que chegaram aqui, evitem surfar perto desses tipos de surfistas, só o simples fato de você estar se batendo nomeio da rebentação e atrapalhar sem querer a onda do cara, a depender do nível de babaquice do do surfista, pode te encher o saco.

Vamos enumerar as 5 atitudes que fazem do surfista um xarope na vala:

1 – Remar em uma onda que não vai conseguir dropar

A onda é para a direita, o surfista com a preferência rema mesmo estando na parte mais a esquerda da onda sem condições de dropar, mas mesmo assim rema. Quem está na parte “dropavel” da onda fica sem ação, nem rema porque sabe que o cidadão é um pé no saco e rema em todas, o espertalhão puxa o bico e volta para a posição original como se nada tivesse acontecido e sem deixar tempo suficiente para quem está na melhor parte da onda.

Foto: WSL/Cestari

Foto: WSL/Cestari

2 – O desesperado assobiador e gritão

Quem surfa em point breaks ou mesmo beach breaks sabe que a concorrência pode ser grande. Mas tem coisa mais chata do que o cara remar na onda e antes mesmo dela ficar mais próximo da hora de quebrar o surfista começar a assoviar ou gritar o famoso “Ouuuu Ouuu Ouuuu Eiiii Eiii Eiiiii Saiii Saaaiii Saiiii”? Todo mundo que está no line up sabe quem está na preferência. Não é necessário sair berrando como se isso demonstrasse a superioridade do cara.

3 – Os esfomeados que dão a voltinha

Esses surfistas devem seguir esse título literalmente, só pode! Um dos surfistas mais chato do mundo do surf é aquele que, mesmo vendo que o outro tem a preferência, vai lá e à toma a força. Rema por trás do surfista e ainda grita conclamando o direito de surfar aquela onda. Esse merece o troféu de “pentelho do século!”.

4 – Palavrões e reclamações para sí mesmo

Gente já disse e repito, o surf é um esporte maravilhoso, para curtir a natureza, fazer amizades e sentir-se parte de um todo. Mas não adianta, sempre vai ter o surfista que reclama de tudo. O mar está pequeno é uma porcaria, ficou grandão, diz que não tem prancha suficiente, encheu de gente é reclama porque não dá pra surfar direito, errou a manobra sai xingando até a 5° geração. O pior desse tipo de surfista é que ele externa isso para os outros que não tem nada a ver com a vibe errada do cara. Não é raro ver surfista ao levar uma vaca, voltar para o out side xingando algo, como se tivesse levado uma surra.

Eu como sou paz e amor, surfo mar sem ondas, isso mesmo, quando ta merreca, pego o longboard e fico brincando na marolinha. Surfo sentado, de costas, tento plantar bananeiras no long, hang five, hang ten e no final das contas saio felizão, agradecido pela diversão e lesado pelo exercício que fiz.

5 – Longboarders e Stand up´s famintos

Por fim, todos devem ter um senso de ondas surfadas e a frequência delas também. Os longboarders e sup´s, por terem suas pranchas maiores e com flutuação muito avantajada, entram nas ondas muito antes dos surfistas de pranchinha e bodyboarders. Deve haver um bom senso sempre! Até mesmo quando existem muitos surfistas iniciantes, vejo muitas e muitas vezes que os mais experientes não deixam muita coisa pra eles. Pegam 10 ondas em 15 minutos enquanto os iniciantes ficam 1 hora esperando a sorte de estarem livres dos fominhas.

Se você tem mais alguns tipos de surfistas xaropes, rabeadores ou rabugentos para acrescentar a nossa lista comente abaixo para que possamos melhorar o surf do dia-dia e evitar que o mar vire um ringue de pancadaria. Valeu e até a próxima. (Post atualizado em 25/06/2017).

Porque todo executivo deveria surfar?

Esse vídeo mostra que o surf não é só aquilo que se vê quando passamos pela praia. Pegar a onda, voltar, pegar outra, voltar e pegar mais uma e repetir o ciclo até “cair os braços”, expressão utilizada quando esgotamos nossas energias por surfar demais.

Se você não tem algo que te faça sentir bem, um esporte, um hobby, qualquer coisa que te faça ter motivação para trabalhar pensando em fazer essa coisa quando terminar ou que fique esperando uma folga para então fazer isso que tanto almeja, você não sabe o que é surfar ou ter um hobby. Pode ser qualquer coisa, eu tô falando de algo que o mova para seu próprio bem.

Sempre que tento descrever para alguém o que é o surf eu acabo sendo taxado como um louco qualquer. Não tem como explicar em primeira pessoa. O cidadão tem que aceitar o convite, pegar um longboard (prancha indicada para iniciantes, quando eu pego o meu não quero mais largar) e partir para a água.

“Você é apenas um ponto no oceano deslizando entre dois elementos gigantescos, tente achar que chegou no auge, engano seu”. O vídeo mostra que empreender, administrar ou gerenciar uma empresa tem tudo a ver com surf sim. Assista e saiba porque:

Chapter Home é o novo vídeo de Tomas Hermes

“Esta é a primeira produção do ano para o “THTV”. Toda a sessão é surfando em casa, Barra Velha, SC. Não temos as melhores ondas, mas é um dos lugares do mundo em que mais me divirto!!” Disse Tomas em uma rede social. Assista agora:

Imagens/ Ana Romanio + Tomas Hermes.

Foto: WSL.