Após sofrer ataque de tubarão, surfista havaiana vai ser mãe

Filha de pais surfistas, nascida no Havaí em 1990, Bethany Meilani Hamilton é um exemplo de superação diante do surf profissional. Em 2003, sobreviveu  a um ataque de tubarão no qual teve seu braço amputado . Em 2004, descreveu sua experiência em sua autobiografia ”Soul Surfer: A true Story of faith, family, and fighting to get on the board” ou em português, ” Soul Surfer: Uma verdadeira história de fé, família e a luta para voltar para prancha”.

Assista o trailer:

Bethany conta que quando pegou sua primeira onda, ainda criança, teve certeza do que ela queria ser na vida, uma surfista profissional, ou seja, ”filha de peixe, peixinho é”, nada a iria impedir, foi amor a primeira vista.

FOTO: http://backtochurch.com/

Mas no mesmo ano em que ela conseguiu patrocínio pela Rip Curl, uma tragédia acontece no North Shore. Bethany foi surfar de manhã ao longo de Tunnels Beach, Kauai com a melhor amiga Alana Blanchard, o pai e o irmão de Alana, Holt e Bryan. Cerca de 7h30 da manhã, um tubarão-trigre a ataca, arrancando seu braço esquerdo. Ela havia perdido mais de 60% de seu sangue e estava em choque hipovolêmico ficando entre a vida e a morte.

FOTO: http://sloblogs.thetribunenews.com/

Mas apesar do ocorrido, não deixou se abalar e não desistiu de seus sonhos. Inicialmente, ela adotou uma prancha feita sob medida, que foi mais longa e um pouco mais grossa do que o padrão e tinha uma alça para o braço direito, tornando-o mais fácil de remar, e ela aprendeu a chutar mais para compensar a perda de seu braço esquerdo. Depois de ensinar a si mesma a surfar com um braço, no dia 10 de janeiro de 2004, ela entrou em uma competição importante, ficou em 5° lugar. Mas em 2005, se supera e fica em 1° lugar na NSSA National Competition.

Vitórias

Sem título

 

 

Atualmente, mostra que nem a gravidez é capaz de pará-la. Com um barrigão de seis meses de gestação, a campeã de surfe continua encarando ondas gigantescas e com muita disposição!

FOTO: http://i2.irishmirror.ie/

Filipinho fala sobre nova fase em entrevista

O garoto que até o início do ano era mais um na equipe brasileira na WSL, hoje, após excelentes resultados no tour nas primeiras etapas do ano, desponta como um dos queridinhos do surf nacional. Em entrevista ao jornalista Renato de Alexandrino do blog Radicais, do Jornal O Globo, ele conta que seu pai o levou para surfar com apenas 10 meses de idade pela primeira vez. Leia a entrevista completa abaixo:

O COMEÇO NO SURFE

Com dez meses meu pai já me colocou em cima da prancha, em Ubatuba. A partir dos 5 anos, eu comecei a querer surfar. Lembro daquela sensação boa, de querer estar junto do meu pai pegando uma onda.

Satisfaçao total! @marcelod2 Humildade pura, mto sucesso!

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MORAR NA CALIFÓRNIA

Essa mudança foi muito boa para mim, melhorou meu inglês. Lá tem mais oportunidades. Estou perto da mídia especializada, dos meus patrocinadores. É a meca do surfe, né?

FUTEBOL

Eu jogava muita pelada. E olha que jogava direitinho. Mas a última experiência não foi boa, machuquei o tornozelo direito e perdi um campeonato importante quando ainda era júnior. Agora parei. Jogo só uma altinha. Nunca fui em um jogo de Copa do Mundo, mas já fui em vários do Corinthians. Olha, a vibração na praia no dia da final estava melhor do que fazer um gol num estádio.

RENOVAÇÃO NO SURFE

O público quer ídolos. Essa nova geração está engolindo a outra geração, de Kelly Slater, Joel Parkinson, Mick Fanning. Novos ídolos estão se formando e vai chegar uma hora em que ele (Slater) vai parar. Mas claro que nunca vai ser esquecido.

ÍDOLOS

Gosto muito de ver os caras do UFC. A dedicação que eles têm ao esporte, aos treinos. Acompanho direto os eventos e sigo os lutadores no Instagram. Gosto muito do Vitor Belfort e do Anderson Silva. Gosto também de boxe, sou fã do Floyd Mayweather. No surfe, o Mick Fanning me inspira.

REDES SOCIAIS E ASSÉDIO

Sempre gostei e usei muito o Instagram. Antes da final, eu tinha 252 mil seguidores. No dia seguinte já eram 310 mil. São legais os elogios. Querendo ou não, a gente fica mais bonito a cada vitória, né?

 

RESPEITO

Quando eu estava no WQS, eu via, sim, um pouco de discriminação com os brasileiros. Logo que entrei no WCT ainda tinha um pouco, aquilo de “ah, ele é calouro”. Agora já estou no meu terceiro ano e muita coisa mudou. O respeito mudou.

BRAZILIAN STORM

A gente nunca imaginou esse momento (Adriano em primeiro, Filipe em segundo no ranking). Começamos o ano com o pé direito. Os brasileiros estão tentando mudar a história do surfe, fazer o esporte ser bem visto por todos, o que seria melhor para todo mundo. O surfe não é mais um esporte de vagabundo.

ADVERSÁRIOS MAIS DIFÍCEIS

O Adriano de Souza é muito complicado. Ele é chato de ganhar, é ruim competir contra ele. É um cara muito técnico. O Mick Fanning também é muito difícil.

MELHOR DO MUNDO EM ONDAS PEQUENAS

Claro que tem atletas que têm experiência maior em ondas pesadas. O Slater no Taiti ou Fiji, por exemplo. Só na experiência ele já ganha de mim. Mas sei que tenho meu potencial para brigar em ondas maiores. No ano passado, fiquei em quinto em Pipeline em um mar gigante.

Foco 🎯 / focus 🎯 @jeepdobrasil @jeepofficial #makehistory #olllllllo Photo: @gustavomonteiro_

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A FINAL NO RIO

O Bede (Durbidge, rival na final) falava comigo na água sobre a torcida, dizendo que nunca tinha visto algo parecido. Ele perguntou o que fiz para tirar a nota 10, me cumprimentou pela vitória e perguntou como eu ia fazer para sair da água. Vou te dizer, eu estava com medo na hora de sair do mar. E eu queria tirar outro 10. Queria fazer 20 na pontuação total. Cheguei perto!

CANSAÇO DEPOIS DO WCT

Ultimamente só penso em dormir o dia inteiro. Campeonato cansa muito. Esgota mesmo, física e mentalmente. Ficar esperando pelas baterias, sem saber se vai ter campeonato. No domingo, eu estava na maior adrenalina, nem sentia o cansaço, nem queria dormir. A ficha está caindo aos poucos.

TÍTULO MUNDIAL

É cedo ainda para pensar nisso, mas quero me manter entre os cinco primeiros e chegar até a última etapa podendo brigar pelo título.

AMOR PELO SURFE

Segue o mesmo. Sou apaixonado. Às vezes, volto para casa cansado de um campeonato e penso em descansar. Digo para mim mesmo que vou ficar uma semana sem cair na água, mas no dia seguinte já quero surfar.

 

Ricardinho recebe homenagens

Assassinado no início do ano, o surfista profissional Ricardo dos Santos, conhecido como Ricardinho , estaria completando hoje 25 anos de idade. Local da Guarda do Embaú em Palhoça, Santa Catarina, Ricardinho era especialista em ondas grandes, pesadas e tubulares. O surfista é frequentemente lembrado pelos seus amigos que estão no tour, prova disso são as homenagens deixadas pelos tops brasileiros na WSL:

Gabriel Medina

Feliz Aniversário Ricardinho!!!!! Todos nos sentimos sua falta… 🙏 #RicardinhoPraSempre

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Miguel Pupo

Alejo Muniz

Adriano de Souza “Mineirinho”

Foto: Reprodução Facebook

1° Episódia da série – Perdidos no paraíso – Fernando de Noronha

Equipe Seaway exibe primeiro episódio da trip em Fernando de Noronha.

No primeiro episódio da série “Lost in Paradise”, a Seaway exibe imagens dos atletas Douglas Silva, Wallace Júnior e Gabriel Vilarinho em ação durante uma trip a Fernando de Noronha.

Foto de capa: surfguru

APÓS ATAQUE DE TUBARÃO, SURFISTA SEGUE EM ESTADO CRÍTICO E PRECISA DE DOAÇÕES

O surfista Chris Blowes, de 26 anos, ainda se recupera do grave ataque de um tubarão branco de seis metros, ocorrido no mês de abril, a cerca de 40 quilômetros ao sul de Port Lincoln, na Austrália. O australiano surfava a 350 metros da praia, em um pico conhecido como “Right Point”, em Fishery Bay, quando foi surpreendido pelo animal, que arrancou parte de sua perna (da coxa para baixo). Ele precisou ser reanimado na ambulância e foi transferido de helicóptero de Port Lincoln Hospital para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Royal Adelaide Hospital, em Adelaide, cidade com mais recursos para atendê-lo. Por conta do incidente, ele perdeu 90% do seu sangue, segundo o surfista australiano Dion Atkinson. O estado de Chris ainda é delicado e ele quase perdeu a vida depois de ficar 90 segundos sem pulsação.

Uma campanha de doações foi aberta no portal “Indiegogo Life”, e já arrecadou US$ 12.649,00 (R$ 38.186,06) até o momento da publicação desta matéria. A ideia é atingir a quantia de US$ 15.000,00 (R$ 45.283,50) para ajudar no tratamento do Blowes.

FOTO: Facebook

Atkinson, que terminou a última temporada na elite do surfe em 28º lugar e hoje disputa o ranking de acesso, reforçou o pedido em suas redes sociais.

– Depois de perder a sua perna esquerda, não ter pulsação por 90 segundos e perder 90% do seu sangue, ele tem sorte de estar vivo. Chris tem uma grande batalha pela frente e precisa da sua ajuda. Um fundo foi aberto para ajudar na sua recuperação. Por favor, doe se for possível e espalhe a mensagem para o mundo. Haverá também um leilão no próximo mês para ajudá-lo, então, doações são bem-vindas. Todos os que já estiveram na água no sul da Austrália sabem que isso (ataque de tubarão) pode acontecer com qualquer um. Por favor, ajude – disse Atkinson em seu perfil no Instagram.

Fonte: surfguru

Gabriel Medina lança campanha do agasalho

O campeão mundial Gabriel medina ao lado de sua mãe Simone, lançam Campanha do Agasalho 2015 do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.

Nós do site Surf.com.br também apoiamos essa campanha! Participe e doe calor para quem precisa!

Mais informações no site www.campanhadoagasalho.sp.gov.br

Veja o vídeo abaixo sobre a campanha com o garoto propaganda Gabriel Medina:

Como a nação brasileira mudará a cara do Surf

Surf está mudando. O Brasil está no caminho de se tornar o novo EUA, se o Rio Pro é um indicador, o surf está procurando uma mudança cultural em popularidade, e, ao mesmo tempo, ele está procurando uma mudança na forma como ele é percebido pelo público não-surfista.

Durante anos, o negócio do surf era (e ainda é, na verdade) dominado por pessoas brancas. Apesar de suas raízes na cultura havaiana, as maiores empresas de surf foram criadas por pessoas brancas. Os melhores surfistas eram, na maioria, brancos. Empresas comercializando para um público branco, em vez de uma audiência surf. Era um enigma estranho: o mercado era em grande parte branco porque as empresas faziam marketing para eles, e o mercado ficou em grande parte branco pela mesma razão. Eles criaram e impuseram o estereótipo do surfista, simplesmente aderindo ao que tinham construído. Mas tudo isso está mudando agora.

Nos últimos anos, o Brazilan Storm (tempestade brasileira) fez do mundo da competição, bem … uma tempestade. Embora tenham havido muitos antes dele, foi Gabriel Medina que abriu as comportas, e o resto do mundo não está nem perto de fazê-las fechar. Este ano, Filipe Toledo tomou as rédeas, e enquanto o ano está longe de terminar, ele está aparentando um claro favorito.

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FOTO: WSL

Até poucos anos atrás, o racismo tinha mais ou menos deixado a arena do surf, tirando umas poucas exceções. Houve o desastre de Otis Carey, onde Nathan Myers escreveu uma linha em uma edição da Australian Surfing Life que foi, ao menos, uma escolha horrível de palavras. No ambiente como o que foi criado pelos meios de comunicação sociais em que, se a oportunidade se apresenta, qualquer indiscrição, não importa o quanto inocente que ela possa ter sido, será julgada à luz mais dura possível, a escolha de palavras é uma coisa muito importante. Mas o racismo no surf como um todo foi bastante limitado aos anos 80.

Isso vem de um tempo muito longínquo. Lá de quando Duke Kahanamoku estava em processo de se tornar o pai do surf moderno, foi para a América numa parada em seu caminho para os Jogos Olímpicos de 1912 na Suécia. Era o início do século, bem antes da América e o resto do mundo começar a perceber o quão ridículo é o racismo. Embora ele estivesse competindo em um cenário mundial, ele foi recusado em hotéis e restaurantes. Então, anos mais tarde, em 1972, e no meio da era do apartheid da África do Sul, Eddie Aikau não foi capaz de se hospedar num hotel em Durban porque a sua pele não era da cor certa. Em seguida, houve o desastre Otis Carey. Nathan Myers escreveu uma linha em uma edição da Australian Surfing Life que foi, se nada mais, uma escolha horrível de palavras que se transformaram em uma guerra racial. Há um milhão de outros exemplos, mas o suficiente para dizer, a conversa do racismo no surfe ainda está muito vivo. E quando Medina começou a sua campanha pelo título mundial no ano passado, o pote começou a ferver.

FOTO: WSL

2014 foi um ano ruim no surfe, ou, dependendo de seu ponto de vista, um ótimo ano. Foi ruim, porque a corrida de Medina para o pódio expôs uma verdade feia sobre o surfe: o racismo corre desenfreado nos fóruns de comentários e nas praias. Ele se transformou em uma mentalidade “nós contra eles”. Mas foi um bom ano porque um brasileiro ganhou um título mundial e a bola começou a rolar para um país cheio de fãs mais fanáticos do que nunca para pôr os pés na praia. Veja a caminhada de John John Florence até a praia na sua bateria no quinto round no Rio Pro. Mesmo em Pipeline, onde John John é um filho legítimo de toda a ilha, nunca houve tamanha tietagem. As lágrimas rolaram pelo rosto das pessoas quando eles esticaram as mãos para tocá-lo. Fãs adoradores gritavam com um fervor quase religioso. Isso nunca aconteceu antes em uma escala tão grande na história do surf. Quando Medina voltou para casa no ano passado como um campeão, ele foi recebido com adoração normalmente guardada para estrelas do rock.

O Brasil, tal como está agora, é o mais nação mais apaixonada pelo surf do planeta. E o surf nunca teve uma chance melhor de romper com suas raízes anarquistas do que agora, e apesar de muitos surfistas, inclusive eu, não querer que o surfe se torne um esporte do tipo FIFA ou CBV, o negócio do surfe competitivo mais que definitivamente quer.

O Brasil é um país que tem a competição entranhada nele. O país vê o surfe de forma diferente do que o resto do mundo. É mais esporte do que arte, mais competição do que passatempo. E para aqueles que comercializam o surfe, está parecendo um ótimo lugar para se investir.

FONTE : The Inertia

A onda mais famosa da Espanha está seriamente ameaçada

Um projeto de restauração de praia planeja retirar 40 mil metros cúbicos de areia do banco de areia de Mundaka. Surfistas, é claro, não estão muito felizes com isso.

Mundaka é uma das melhores ondas da Europa. A famosa canhota gira de sua maneira no tranquilo País Basco, onde todos os elementos se reúnem da maneira correta. Suas longas paredes são esculpidas em quase perfeição por uma ondulação forte de noroeste, um vento sul brando, e um banco de areia abaixo da superfície que só acontece por ser criado pelo rio situado no local perfeito para bombear a quantidade certa de areia apenas nos lugares certos. É quase demasiado bom para ser verdade. E está em grave perigo.

“Não importa se você nunca surfou lá. Não importa se você foi uma vez e você foi rabeado, ou se você experimentou a tensão no outside”, disse o cientista surfista local Pedro Liria no Magicseaweed. “Não importa se você é da aldeia, de Getxo, Algorta, Giputxi. Se você está na Federação ou não. Cada surfista precisa juntar as forças para que as instituições sintam que estamos unidos em cuidar do nosso litoral, sabendo que nós representamos milhares de pessoas e postos de trabalho na indústria do surf. A comunidade do surf mundial vai ficar com o País Basco contra qualquer atividade que incorra num risco às poucas ondas de classe mundial que temos.”

FOTO: http://upload.wikimedia.org/

Quarenta mil metros cúbicos de areia é muito. Então, para onde vai ser transferida toda essa areia? A maior parte da Europa foi assolada por tempestades de inverno do ano passado; a ferocidade de algumas delas causou grandes danos e trouxe ondas maciças para a costa do Atlântico. E apenas do outro lado do rio Mundaka está uma pequena praia chamada Laida, que normalmente é visitado por mais de 200 mil turistas todos os anos, mas agora não há praia. Quando a maré alta vem, as bordas do oceano acabam em um vazio de areia da linha da costa. E esses 200 mil viajantes e tantos trazem o seu dinheiro, gastando quase cinco milhões de euros por ano. Isso é um monte de moedas que não fluirão para a economia espanhola, por isso faz sentido que o governo esteja tão empenhado em encontrar uma solução. O problema é que a solução encontrada afeta o que pode ser a maior atração do turismo de surf em toda a Europa. Agora, de acordo com Sancho Rodriguez tornou-se uma briga de “surfistas contra todo mundo”.

“Eu entendo que existe um conflito de interesses”, disse ele em um email. “Diferentes partes têm de coexistir e que Ibarrangelu precisa de uma praia seca, mas eu não acho que nós temos que enfrentar a renda gerada pela onda de Mundaka contra a renda da praia em Ibarrangelu. Mundaka é provavelmente um dos maiores ativos para a indústria do surf europeu, de todo o País Basco”.

 

Como o projeto foi classificada pelo governo como urgente, não haverá nenhum estudo sobre o impacto ambiental que poderá acarretar. Mas se a história (e o bom senso) tem alguma coisa a dizer sobre isso, a onda não será nada parecida com o que é agora. Mais de uma década atrás, um projeto de dragagem removeu cerca de 250.000 metros cúbicos de um estuário para mover um navio recentemente construído para o mar. A draga mudou a direção das correntes e levou à erosão do banco de areia que é em grande parte responsável pela perfeição de Mundaka. Um ano depois, em 2005, o Billabong Pro Mundaka foi cancelado, porque é difícil realizar uma competição de surf onde não há uma onda. E de acordo com o Tourismo Mundaka, a onda traz de 5000 a 15.000 surfistas de outros lugares para a pequena cidade, enquanto a competição traz algo em torno de 30.000. Isso é um monte de dólares de um nódulo em movimento de água.

FOTO: http://wewalking.com/

Felizmente, depois de alguns anos, a natureza seguiu o seu curso. Em 2006, Mundaka estava mostrando sinais de sua antiga glória, e foi considerada saudável o suficiente para sediar a competição novamente. É uma posição difícil para ambos os surfistas e não-surfistas, quanto vale uma onda? Para os surfistas, é impagável. Para não-surfistas, vale menos a pena do que a praia de Laida. E para o governo, é dinheiro que faz, para alguns, sentido falar. Quando se põe no papel, o que é mais importante: o bem-estar econômico de uma região à base de turismo, ou uma onda? Se a praia traz mais dólares de turismo do que a onda, é matemática simples. Então, se a natureza vai depositar areia na barra em poucos anos e a onda vai voltar, é a praia e os dólares do turismo que valem mais a pena do que não ter uma onda por alguns anos?

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FOTO: http://www.turismo.euskadi.eus/

Há, no entanto, as opções que iria apaziguar ambos os lados, mantendo o banco de areia sob a onda e que colocar a areia da praia turística popular. Pedro Liria propôs algumas soluções que fazem sentido, pelo menos para uma pessoa não tão familiarizado com a ciência por trás correntes do rio e do oceano. Uma de suas idéias é construir uma praia de areia artificial, enquanto a outra é ajudar o fluxo natural da areia, criando canais que a direcionam para Laida. Ao longo do tempo, a areia iria fazer o seu caminho de volta para a praia, e o banco de areia permaneceria relativamente pouco afetado, pelo menos de acordo com ele.

Mas parece bastante certo que o trabalho começará como o governo pretende. Ela já começou, na verdade. Portanto, agora tudo o que resta é esperar e ver o que a remoção da areia afetará na mais famosa onda da Espanha. E enquanto ninguém pode saber com certeza até que as ondas comecem a bombear … ou não.

Fonte: The Inertia

Medina fala sobre ser eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time

Eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela conceituada revista norte-americana Time, Gabriel Medina, atual campeão mundial do WCT, trata com naturalidade essa nova e importante menção, mas sabe da responsabilidade que representa.

 Anfitrião dos novos talentos que competirão na Final do Rip Curl Grom Search Internacional, apresentada por GoPro, na praia de Maresias, Medina falou sobre o assunto na abertura oficial do evento: “É uma responsabilidade muito grande. Acreditei bastante no meu sonho, treinei, me esforcei e dei tudo o que podia. Graças a Deus consegui alcançar meus sonhos. Então, o que diria é acredite, treine, dê seu máximo, que um dia vai chegar lá.”

Medina em The Box durante o Drug Aware Margaret River Pro. Crédito: Cestari/WSL

Medina é um dos dois brasileiros na seleção da Time deste ano e ocupa a quarta posição entre 12 ícones escolhidos, junto com personalidades como o Papa Francisco. Apesar de não estar lista da revista, seu amigo Neymar foi lembrado pelo surfista como uma pessoa bem influente. E para completar,  nosso  campeão mundial WCT elegeu a pessoa que mais o influencia na vida e profissão: Charles Rodrigues, hoje conhecido como Charles Medina, responsável pela primeira prancha de Gabriel e que também acumula a função de técnico.

Medina também atua como hostess dos 16 finalistas de dez países que disputam o Rip Curl Grom Search Internacional, evento que o projetou no cenário mundial ao vencer em 2010 na Austrália. “Na minha época não tinha ninguém do WCT perto para dar dicas, conversar. Acho bem importante essa interação”, disse Gabriel.

Gabriel Medina com Stephanie Gilmore e os troféus de campeões mundiais da WSL em 2014. Crédito: Masurel/WSl.

 
A Final do Rip Curl Grom Search, apresentada por GoPro, foi realizada em Maresias para homenagear Medina. “O objetivo é colocar a garotada em ondas boas”, fala Fernando Gonzalez, diretor da competição.
Foram 16 candidatos ao título, oito no masculino e oito no feminino. Entre eles, quatro brasileiros, os campeões do Rip Curl Grom Search Brasil de 2014, Samuel Pupo e Kayane Reis, e dois convidados, Heitor Duarte e Lorrana Lima, atletas de São Sebastião. Vale lembrar que Samuca também é surfista local e treina diariamente em frente ao pico do evento. Kayane, que é de Saquarema, é bem experiente e disputou a final internacional em 2014 na Indonésia. Também estarão na disputa Len’s Arancibia (França), Raju Sena (Indonésia), Keru Batle (Nova Zelândia), Kei Kobayashi (Estados Unidos), Max “Rulo” (Argentina) e Roberto Araki (Chile), na masculina, Ariane Ochoa (Espanha), Cintia Hansel (Indonésia), Raiha Ensor (Nova Zelândia), Caroline Marks (Estados Unidos), Jaleesa Vincent (Austrália) e Leilane McGonable (Costa Rica), entre as meninas.
Fonte: RevistaSurfar

Alterações nos confrontos em Fiji, Confira!

Líder do ranking mundial, Adriano de Souza, o Mineirinho, não irá mais enfrentar o compatriota Wiggolly Dantas e um atleta convidado na estreia pela quinta etapa do Circuito Mundial, de 7 a 19 de junho, em Tavarua, nas Ilhas Fiji. Após uma mudança nas chaves divulgadas pela Liga Mundial de Surfe (WSL), o paulista do Guarujá defende a liderança diante do australiano Adrian Buchan e um surfista convidado na sexta bateria da primeira fase. Atual campeão mundial e defensor do título em Namotu, Gabriel Medina terá pela frente na bateria oito Jadson André e o “aussie” Adam Melling em busca da reabilitação rumo ao bi mundial. Ele ocupa atualmente a 19ª posição e teve como melhor resultado um quinto lugar em Bells Beach.

Gabriel Medina Surf Fiji (Foto: S. Robertson / ASP)

Gabriel Medina busca recuperação na etapa do CT em Fiji, onde defende o título (Foto: S. Robertson / ASP)

Vencedor de duas etapas na temporada, Gold Coast e Rio de Janeiro, o vice-líder do ranking Filipe Toledo encara o argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz e o australiano Matt Banting, estreante na elite, na quarta bateria. O taitiano Michel Bourez ainda se recupera de uma lesão na mão, após se machucar em Teahupoo, no Taiti, a mais temida bancada de corais do mundo. Por conta da queda, ele precisou se submeter a uma cirurgia e abdicou da última etapa, o Rio Pro, onde havia se sagrado campeão, no ano passado.

Estreante na elite, Wiggolly Dantas poderá ser uma das surpresas em Fiji. Natural de Ubatuba, Guigui é praticamente criado nas ondas pesadas do North Shore havaiano, como Pipeline, paraíso do surfe onde passa longas temporadas desde a infância. Na estreia, ele tem uma pedreira: o “aussie” Mick Fanning, tricampeão mundial, e outro atleta a ser definido pela triagem.

CONFIRA AS BATERIAS DA 1ª FASE EM FIJI

1: Taj Burrow (AUS) x Sebastian Zietz (HAV)  x Dusty Payne (HAV)
2: Josh Kerr (AUS) x Jeremy Flores (FRA) x Brett Simpson (EUA)
3: John John Florence (HAV) x Kolohe Andino (EUA) x C.J. Hobgood (EUA)
4: Filipe Toledo (BRA) x Matt Banting (AUS) x Alejo Muniz (BRA)
5: Mick Fanning (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA) x TBD
6: Adriano de Souza (BRA) x Adrian Buchan (AUS)  x TBD
7: Kelly Slater (EUA) x Miguel Pupo (BRA) x Glenn Hall (IRL)
8: Gabriel Medina (BRA) x Jadson Andre (BRA) x Adam Melling (AUS)
9: Owen Wright (AUS) x Matt Wilkinson (AUS) x Keanu Asing (HAV)
10: Nat Young (EUA) x Italo Ferreira (BRA) x Freddy Patacchia Jr. (HAV)
11: Julian Wilson (AUS) x Joel Parkinson (AUS) x Kai Otton (AUS)
12: Jordy Smith (AFS) x Bede Durbidge (AUS) x Ricardo Christie (NZL)

Fonte: G1