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Alejo Muniz é chamado para a vaga de Jeremy Flores #JBayOpen

Jeremy Flores é a primeira baixa oficial para o J-Bay Open. O surfista francês sofreu recentemente um acidente enquanto surfava na indonésia e as lesões resultantes dessa situação vão impedi-lo de estar presente na sexta paragem do World Tour 2015. A WSL já anunciou que o seu substituto vai ser o brasileiro Alejo Muniz.

Este contratempo acontece precisamente na melhor fase da temporada de Flores, que vinha de um 3.º lugar nas Fiji, ocupando o top 10 do ranking. O wipeout sofrido numa onda num lugar remoto na Indonésia deixou-o inconsciente, tendo de ser mesmo operado. O resultado foi a duas fraturas faciais e uma lesão a nível cerebral, para além dos vários cortes na face.

Ainda assim, o desejo do francês em recuperar a tempo para Jeffreys era grande, mas na mais recente visita ao médico viu-lhe ser negada essa possibilidade. A lesão ainda está longe de estar recuperada e Jeremy foi mesmo obrigado a anunciar a sua desistência, ele que era um dos muitos surfistas em dúvida para este evento.

Curiosamente, Jeremy vai falhar uma etapa de má memória para ele. Foi em J-Bay no ano passado que, depois de perder no 2.ª round, o francês se dirigiu ao painel de juízes, tendo supostamente tentado partir para agressões. Esse incidente valeu-lhe uma pesada multa e uma suspensão de dois eventos.

No seu lugar entra Alejo Muniz, que fará assim o quarto evento do Tour esta temporada, uma vez que é ele o primeiro suplente do circuito. Em grande forma no WQS, Alejo ainda não conseguiu um resultado expressivo este ano entre a elite mundial, mas vai ter na África do Sul nova oportunidade. O surfista brasileiro entra na 3° bateria, juntamente com Owen Wright e Michel Bourez. Esta mudança não mexeu com os heats dos principais top.

Em boa fase no QS, Alejo ainda não se achou na 1° divisão mundial de surf. Foto:WSL / Kelly Cestari.

Em boa fase no QS, Alejo ainda não se achou na 1° divisão mundial de surf. Foto:WSL / Kelly Cestari.

Entretanto, ainda não são conhecidos mais impedimentos por lesão. Jordy Smith, Michel Bourez, John John Florence e Brett Simpson falharam a etapa das Fiji. Se Jordy já voltou a competir no QS10000 de Ballito, os restantes ainda se mantêm em dúvida. Por enquanto, os seus nomes surgem na lista de baterias, mas veremos o que acontece até dia 8, início do período de espera do J-Bay Open.

Entretanto, começa a ser preocupante o número de vezes que a WSL refere nas suas notícias a complexidade e o perigo do free surf, frisando as inúmeras lesões que daí resultam. Uma questão que já foi mesmo debatida no webcast. Situações que sempre aconteceram e irão continuar a acontecer. Depois de terem impedido a participação dos surfistas do Tour em eventos fora da WSL, estarão estes tipos a sequer pensar em limitar as sessões de free surf das suas estrelas?

Fonte: surfportugal.pt.

Foto de capa: WSL / Kirstin.

 

Ítalo vence Slater – Fiji Pro Highlights

Por: 

O potiguar Italo Ferreira e o paulista Wiggolly Dantas são os únicos brasileiros entre os oito finalistas do Fiji Pro definidos na segunda-feira de grandes tubos de 10-12 pés em Cloudbreak, na ilha de Tavarua. Wiggolly derrotou Italo e é o único invicto do campeonato, mas o potiguar despachou Kelly Slater na quinta fase e vai enfrentar Julian Wilson na primeira quarta de final. Os brasileiros não competiram nas melhores horas do mar e Gabriel Medina e Filipe Toledo foram eliminados sem conseguir pegar boas ondas em suas baterias. O australiano Mick Fanning também perdeu e Adriano de Souza permanece com a lycra amarela do Jeep Leaderboard de número 1 no ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour.

Wiggolly Dantas (Kirstin Scholtz / WSL)

Filipe Toledo também não perde a vice-liderança nas Ilhas Fiji e o Brasil continua liderando a corrida do título mundial da temporada. Ele assumiria a ponta se passasse por Adam Melling, mas competiu numa hora ruim do mar na mudança da maré, com ondas menores e grandes intervalos entre as séries. O australiano teve mais sorte na escolha e levou a melhor por 11,66 a 10,97 pontos. Com a derrota de Filipe na mesma 13.a colocação do Fiji Pro que Adriano de Souza, só Mick Fanning poderia ultrapassar os brasileiros. Para isso, ele teria que ser finalista em Cloudbreak, mas foi barrado no último confronto do dia pelo mesmo Kai Otton que já havia estreado com vitória sobre Mineirinho na sexta-feira e despachado Gabriel Medina na manhã da segunda-feira.

O atual campeão mundial defendia o título do Fiji Pro e competiu duas baterias antes de Filipe Toledo, também em condições difíceis no mar em transformação, subindo para um fim de dia de tubos clássicos em Cloudbreak. Eles não tiveram a sorte de aproveitar disso e Kai Otton até pegou alguns não tão grandes que renderam duas notas na casa dos 7 pontos para vencer por 14,97 a 13,77 pontos. Esta foi a quarta vez que Gabriel Medina não passa da terceira fase nas cinco etapas da temporada. Ele já caiu para vigésimo no ranking e parece estar mais na briga para ficar no grupo dos 22 que permanecem na elite dos top-34 para o ano que vem, do que pelo bicampeonato mundial. Mas, ainda tem um título a defender, no Billabong Pro Tahiti nos temidos tubos de Teahupoo.

ESTREANTES DO BRASIL – A esperança de uma segunda vitória do Brasil nas Ilhas Fiji agora fica para as duas novidades da “seleção verde-amarela” do WCT. Italo Ferreira e Wiggolly Dantas se classificaram para a divisão principal da World Surf League pelo ranking do Qualifying Series no ano passado. Eles ocuparam as vagas do catarinense Alejo Muniz e do carioca Raoni Monteiro e são os principais estreantes da temporada. Competiram juntos na quarta fase com o norte-americano Dane Reynolds em mais uma bateria fraca de boas ondas. Wiggolly conquistou a classificação direta para as quartas de final por menos de 1 ponto de diferença, totalizando 11,30 pontos contra 10,77 do californiano e 10,67 de Italo Ferreira.

“A situação ficou muito complicada lá fora, difícil de se posicionar, mas estou feliz por conseguir vencer mais uma”, disse Wiggolly Dantas. “Dava para sentir o swell (ondulação) aumentando, ganhando volume, então ficamos lá procurando as ondas e estava muito difícil. Eu estou amarradão que ainda consegui encontrar duas ondas que não fecharam para passar direto para as quartas de final e acredito que teremos muitos tubos pra surfar aqui ainda nos próximos dias”.

Italo Ferreira (Foto: Steve Robertson / WSL)

Curiosamente, todas as baterias com participação brasileira foram disputadas nas piores condições de ondas do dia. Nas outras três baterias desta quarta fase, Julian Wilson ganhou a primeira aumentando o recorde do Fiji Pro para 19,43 pontos, Joel Parkinson venceu a terceira por 18,93 com a primeira nota 10 do campeonato e Jeremy Flores também surfou grandes tubos para somar 18,70 pontos na última. Aí começou a quinta fase com Italo Ferreira e Kelly Slater e as ondas sumiram de Cloudbreak. O onze vezes campeão mundial não achou nada e o potiguar conseguiu sua segunda vitória sobre o maior ídolo do esporte em seu primeiro ano na elite com duas notas na casa dos 5 pontos no placar encerrado em 10,97 a 7,34 pontos.

“Eu quase nem consigo acreditar nisso, que venci o Kelly (Slater) em Fiji”, disse Italo Ferreira. “Ele é o melhor de todos os tempos, ainda mais aqui onde já venceu várias vezes, mas o mar estava bem difícil na nossa bateria, quase não entrou onda, a maioria fechava rápido, mesmo assim estou muito feliz por ter conseguido vencer mais uma bateria e por ter passado para as quartas de final. É muito bom poder continuar competindo neste lugar incrível”.

Assista os melhores momentos da bateria do estreante Ítalo Ferreira:

BATERIAS PERFEITAS – Depois da magra vitória de Italo Ferreira sobre Kelly Slater, os tubos voltaram a aparecer em Cloudbreak para Taj Burrow derrotar Dane Reynolds por 15,24 a 13,66 pontos. E o mar ficou clássico no penúltimo confronto do dia, com Owen Wright fazendo uma apresentação perfeita, somando duas notas 10 e ainda descartando duas na casa dos 8 pontos. As condições estavam incríveis e o seu adversário neste duelo australiano, Adam Melling, também surfou grandes tubos para totalizar 17,70 pontos, contra os 20,00 de Owen Wright, que entrou para um seleto grupo de surfistas notas 10.

Assista a bateria perfeita com direito a duas notas 10 de Owen Wright:

Owen Wright (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu estou absolutamente deslumbrado de como está bom lá fora, não tenho nem o que dizer quase, é simplesmente fantástico”, disse Owen Wright. “Eu nunca imaginei na minha vida que eu iria conseguir 20 pontos numa bateria, mas tem tanta onda boa, o mar tá tão clássico e foi ótimo eu poder realizar isso. É um sentimento incrível estar aqui falando depois de ter surfado essas ondas, não pode existir nada melhor do que estou sentindo agora, foi mágico”.

Em quase 40 anos de história do Circuito Mundial, este feito só havia sido registrado seis vezes. A primeira foi em 1996 na etapa da Gold Coast na Austrália, com o californiano Shane Beschen sendo o mais espetacular de todos, o único a ganhar três notas 10 na mesma bateria. Depois, só em 2005 Kelly Slater conseguiu duas notas máximas na final do Billabong Pro Tahiti e ainda repetiu a bateria perfeita em 2013 nas Ilhas Fiji. O australiano Joel Parkinson também atingiu esta marca duas vezes, em 2008 em Banzai Pipeline no Havaí e em 2013 em Bali na Indonésia. O francês Jeremy Flores completa a lista com suas duas notas 10 nos tubos de Teahupoo no Taiti em 2011.

O Fiji Pro ainda tem prazo até sexta-feira para ser encerrado e a primeira chamada da terça-feira está marcada para as 7h30 da terça-feira na ilha de Tavarua, 16h30 da segunda-feira pelo fuso horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN.

Melhores momentos do dia:

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João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America – jcarvalho@worldsurfleague.com

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QUARTAS DE FINAL DO FIJI PRO – 5.o lugar com 5.200 pontos:

1.a: Julian Wilson (AUS) x Italo Ferreira (BRA)

2.a: Taj Burrow (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Joel Parkinson (AUS) x Owen Wright (AUS)

4.a: Jeremy Flores (FRA) x Kai Otton (AUS)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos:

1.a: Italo Ferreira (BRA) 10.97 x 7.34 Kelly Slater (EUA)

2.a: Taj Burrow (AUS) 15.24 x 13.66 Dane Reynolds (EUA)

3.a: Owen Wright (AUS) 20.00 x 17.70 Adam Melling (AUS)

4.a: Kai Otton (AUS) 14.33 x 11.33 Mick Fanning (AUS)

QUARTA FASE DO FIJI PRO – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: 1-Julian Wilson (AUS)=19.43, 2-Kelly Slater (EUA)=14.34, 3-Taj Burrow (AUS)=13.83

2.a: 1-Wiggolly Dantas (BRA)=11.30, 2-Dane Reynolds (EUA)=10.77, 3-Italo Ferreira (BRA)=10.67

3.a: 1-Joel Parkiinson (AUS)=18.93, 2-Owen Wright (AUS)=17.26, 3-Mick Fanning (AUS)=16.60

4.a: 1-Jeremy Flores (FRA)=18.70, 2-Kai Otton (AUS)=12.10, 3-Adam Melling (AUS)=7.17

TERCEIRA FASE DO FIJI PRO – Derrota=13.o lugar com 1.750 pontos e US$ 10.500 de prêmio:

———–primeiros resultados da segunda-feira:

7.a: Mick Fanning (AUS) 13.67 x 13.30 Alejo Muniz (BRA)

8.a: Joel Parkinson (AUS) 14.07 x 13.30 Sebastian Zietz (HAV)

9.a: Owen Wright (AUS) 16.26 x 9.44 Adrian Buchan (AUS)

10: Kai Otton (AUS) 14.97 x 13.77 Gabriel Medina (BRA)

11: Jeremy Flores (FRA) 10.60 x 4.50 Bede Durbidge (AUS)

12: Adam Melling (AUS) 11.66 x 10.97 Filipe Toledo (BRA)

———–baterias que fecharam o domingo:

1.a: Taj Burrow (AUS) 13.16 x 6.36 Keanu Asing (HAV)

2.a: Julian Wilson (AUS) 13.93 x 13.34 Kolohe Andino (EUA)

3.a: Kelly Slater (EUA) 18.57 x 10.17 Fredrick Patacchia (HAV)

4.a: Wiggolly Dantas (BRA) 15.36 x 13.94 Nat Young (EUA)

5.a: Italo Ferreira (BRA) 12.93 x 11.80 Jadson André (BRA)

6.a: Dane Reynolds (EUA) 18.34 x 13.64 Adriano de Souza (BRA)

 

A zoeira é indomável (até no surf)

Que a zoeira é indomável ninguém tem dúvidas, mas que ela chegaria aos tops da WSL é novidade. Um perfil do Instagram fez diversas montagens com vários surfistas profissionais. As imagens misturam rostos, colocam acessórios inusitados nas ondas e no cotidiano dos atletas. Confira algumas imagens do worldsurflols:

filipestorm

Filipinho e a tempestade brasileira.

cava

JOB cada vez mais maluco.

floater

Tomando a frente com estilo. Sally e Laura Never.

 

JJF sempre no controle.

JJF sempre no controle, já Joel…

Antony Walsh com um ângulo privilegiado.

Antony Walsh com um ângulo privilegiado.

 

Brasileiros da repescagem não passam para o 3° round

Infelizmente os brasileiros que ficaram para a repescagem, não conseguiram passar suas baterias. David do Carmo, Alex Ribeiro, Alejo Muniz e Miguel Pupo não acharam boas ondas e perderam suas baterias, encerrando a competição em 25° lugar e embolsando 9 mil dólares. Confira abaixo o vídeo com os melhores momentos da repescagem:

Veja a seguir como ficaram as baterias do 2° round:

1.a: Mick Fanning (AUS) 16.63 x 7.94 David do Carmo (BRA)

2.a: John John Florence (HAV) 14.84 x 10.83 Alex Ribeiro (BRA)

3.a: Taj Burrow (AUS) 10.74 x 10.20 Alejo Muniz (BRA)

4.a: Josh Kerr (AUS) 9.27 x 5.40 C. J. Hobgood (EUA)

5.a: Ricardo Christie (NZL) 13.27 x 12.03 Jordy Smith (AFR)

6.a: Nat Young (EUA) 11.77 x 7.84 Brett Simpson (EUA)

7.a: Dusty Payne (HAV) 9.23 x 8.00 Julian Wilson (AUS)

8.a: Keanu Asing (HAV) 9.60 x 9.50 Joel Parkinson (AUS)

9.a: Owen Wright (AUS) 14.77 x 5.90 Glenn Hall (IRL)

10: Adam Melling (AUS) 14.10 x 11.67 Miguel Pupo (BRA)

11: Kai Otton (AUS) 12.60 x 11.10 Kolohe Andino (EUA)

12: Adrian Buchan (AUS) 11.03 x 9.33 Fredrick Patacchia (HAV)

Confira como ficou a 2° fase do Oi Rio Pro

Amanhã as 7h da manhã a comissão da WSL se reúne para decidir se põem os atletas para competir na segunda fase. Nesta fase competem os surfistas que ficaram em 2° e 3° na primeira. Serão 12 baterias homem a homem onde o vencedor passa para a terceira fase e pega quem se classificou em primeiro na 1° fase e o segundo colocado amarga a saída da competição na última posição. Confira abaixo contra quem seu surfista favorito vai competir.
David Do Carmo, convidado para esta etapa do Oi Rio Pro. Foto: WSL / Thomas Lodin

David Do Carmo, convidado para esta etapa do Oi Rio Pro, busca uma vaga na repescagem contra o competitivo australiano Mick Fanning. Foto: WSL / Thomas Lodin

Segunda fase (repescagem):
Bateria n° 1
Mick Fanning AUS X David do Carmo BRA
Bateria n° 2
John John Florence HAW x Alex Ribeiro BRA
Bateria n° 3

Taj Burrow AUS x Alejo Muniz BRA
Bateria n° 4 

Josh Kerr AUS x C. J. Hobgood USA
Bateria n° 5

Jordy Smith ZAF x Ricardo Christie NZL
Bateria n° 6

Nat Young USA x Brett Simpson USA
Bateria n° 7

Julian Wilson AUS x Dusty Payne HAW
Bateria n° 8

Joel Parkinson AUS x Keanu Asing HAW
Bateria n° 9
Owen Wright AUS x Glenn Hall IRL
Bateria n° 10

Miguel Pupo BRAAdam Melling AUS
Bateria n° 11

Kolohe Andino USA x Kai Otton AUS
Bateria n° 12

Adrian Buchan AUS x Freddy Patacchia HAW
Boa sorte à todos os brasileiros na competição. Vamos com tudo Brasil.

Confira as baterias do primeiro round do Oi Rio Pro

A etapa brasileira da Liga Mundial de Surf (WSL), inicia amanhã nas primeiras horas do dia. Logo mais a equipe da comissão técnica se reúne para analisar as condições do mar e ver se colocam os homens, as mulheres ou se adiam a etapa para esperar melhores condições. A previsão das ondas indica que teremos ondas boas para este início de semana e os melhores surfistas do munto já estão no Rio de Janeiro. Lembrando que a etapa tem uma janela de 12 dias, portanto, caso o mar não colaborar, poderá ser adiado até no máximo o dia 22 de Maio.

Alex Ribeiro garantiu uma vaga nesta etapa graças à conquista to Quiksilver Saquarema Pro. Foto: Facebook/WSL.

Alex Ribeiro garantiu uma vaga nesta etapa graças à conquista to Quiksilver Saquarema Pro. Foto: Facebook/WSL.

Baterias

A primeira fase do evento não é eliminatória, os primeiros colocados vão direto para a terceira fase e segundo e terceiro colocados vão para a 2° fase, que é eliminatória. Confira as baterias femininas e masculinas:

PRIMEIRA FASE MASCULINO

1.a: Taj Burrow (AUS), Jeremy Flores (FRA), Brett Simpson (EUA)

2.a: Kelly Slater (EUA), Adrian Buchan (AUS), Ricardo Christie (NZL)

3.a: John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA), C. J. Hobgood (EUA)

4.a: Gabriel Medina (BRA), Fredrick Patacchia (HAV), Alejo Muniz (BRA)

5.a: Mick Fanning (AUS), Italo Ferreira (BRA), Alex Ribeiro (BRA)

6.a: Adriano de Souza (BRA), Kai Otton (AUS), David do Carmo (BRA)

7.a: Josh Kerr (AUS), Jadson André (BRA), Dusty Payne (HAV)

8.a: Jordy Smith (AFR), Sebastian Zietz (HAV), Keanu Asing (HAV)

9.a: Nat Young (EUA), Bede Durbidge (AUS), Glenn Hall (IRL)

10.a: Filipe Toledo (BRA), Kolohe Andino (EUA), Adam Melling (AUS)

11.a: Julian Wilson (AUS), Miguel Pupo (BRA), Matt Banting (AUS)

12.a: Joel Parkinson (AUS), Owen Wright (AUS), Matt Wilkinson (AUS)

PRIMEIRA FASE FEMININA

1.a: Lakey Peterson (EUA), Bianca Buitendag (AFR), Alessa Quizon (HAV)

2.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Johanne Defay (FRA), Laura Enever (AUS)

3.a: Carissa Moore (HAV), Dimity Stoyle (AUS), Luana Coutinho (BRA)

4.a: Tyler Wright (AUS), Coco Ho (HAV), Keely Andrew (AUS)

5.a: Courtney Conlogue (EUA), Silvana Lima (BRA), Sage Erickson (EUA)

6.a: Malia Manuel (HAV), Tatiana Weston-Webb (HAV), Nikki Van Dijk (AUS)

 

 

 

6 brasileiros permanecem na disputa do Quiksilver Pro

Após dois dias de competições na praia de Saquarema, restam 6 dos 29 brasileiros inscritos na competição. Após a realização da metade das baterias do 2° round, ainda respiram no Quiksilver Saquarema Pro Alex Ribeiro e Ítalo Ferreira, já classificados para o 3° round e Wiggolly Dantas, Jesé Mendes, Caio Ibelli e Bino Lopes que ainda vão competir no 2° nesta sexta-feira.

Confira como ficam as baterias restante do 2° round:

  • 7.a: Adam Melling (AUS), Nic Von Rupp (PRT), Hiroto Ohhara (JPN), Micheal Wright (AUS)
  • 8.a: Ryan Callinan (AUS), Jonathan Gonzalez (CNY), Caio Ibelli (BRA), Bino Lopes (BRA)
  • 9.a: Wiggolly Dantas (BRA), Fredrick Patacchia (HAV), Luke Davis (EUA), Tom Whitaker (AUS)
  • 10: Dion Atkinson (AUS), Carlos Munoz (CRI), Michael Dunphy (EUA), Maxime Huscenot (FRA)
  • 11: Matt Banting (AUS), Billy Stairmand (NZL), Perth Standlick (AUS), Soli Bailey (AUS)
  • 12: Jeremy Flores (FRA), Jessé Mendes (BRA), Steven Pierson (TAH), Kanoa Igarashi (EUA)

Baterias já formadas do 3° round:

  • 1.a: Stu Kennedy (AUS), Alex Ribeiro (BRA), Granger Larsen (HAV)
  • 2.a: Italo Ferreira (BRA), Jack Freestone (AUS), Nathan Yeomans (EUA),
  • 3.a: Dusty Payne (HAV), Joan Duru (FRA), Cooper Chapman (AUS)
  • 4.a: Connor O´Leary (AUS), Noe Mar McGonagle (CRI), Thomas Woods (AUS)

Destaques

É isso galera, amanhã vamos acordar cedo para acompanhar os brasileiros que vão para a água. Destaque para 3° bateria do dia, e 9° do segundo round, em que o inspirado defensor do título do ano passado, Wiggolly Dantas, busca com todas as forças conseguir o inédito bi-campeonato da etapa. E a 2° bateria do terceiro round, onde o surfista que vem abusando das manobras progressivas, Ítalo Ferreira, encara outro surfista muito motivado para conseguir uma vaga na WSL, Jack Fresstone.

E você já tem o seu surfista favorito ao título do Quiksilver Saquarema Pro?

 

 

Gringos intrigados com a Brazilian Storm

Se você acompanha os brasileiros no circuito mundial já deve ter ouvido essa expressão “Brazilian Storm” em algum lugar. É isso mesmo, os gringos apelidaram de “Tempestade Brasileira” a invasão de nomes talentosos do nosso país. “O que mais admiro na equipe brasileira é a união, é algo invejável e muito forte!”, comentou um membro da WSL. Outro disse “Eles tem sede de vitórias, podemos ver nos olhos deles que estão focados e determinados a entrar para vencerem suas baterias”.

Medina o 2° do mundo a completas um back flip. Fonte: Surfing

Medina o 2° do mundo a completar um back flip. Fonte: Surfing

A verdade é que tem muita gente invejando a acensão brasileira na WSL. De uns 3 anos pra cá, quando iniciamos a vencer várias etapas do tour, eramos encarados como uma zebra mundial do surf, até calarmos a boca de muita gente com o título do Gabriel Medina. Mas esse nunca foi o intuito brasileiro, queremos mostrar solidez nas conquistas e nada melhor do que iniciar o ano de uma maneira avassaladora como iniciamos. Lideramos os 2 rankings do masculino com Adriano de Souza na 1° divisão e Alejo Muniz no QS.

E você já se deparou com algum comentário ofensivo aos brasileiros na WSL? Conte o que acha desse momento de consolidação do surf brasileiro, que só chegou onde chegou devido a uma galera que, sem dúvidas, fez história como Victor Ribas, Fábio Gouveia, Peterson Rosa, Guilherme Herdy, os irmãos Neco e Teco Padaratz, Rodrigo Dornelles, etc.

Confira o vídeo a respeito da geração de brasileiros que está causando alvoroço por onde passa:

Confira o que aconteceu no primeiro dia do Quiksilver Pro

Dois jovens australianos roubaram a cena no primeiro dia do Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade e surfaram as melhores ondas da quarta-feira na Praia de Itaúna. Mas, o primeiro a bater os recordes do líder do ranking do World Surf League Qualifying Series, Alejo Muniz, registrados durante a manhã, foi o havaiano Dusty Payne, que totalizou imbatíveis 16,95 pontos com notas 8,73 e 8,23. Depois, o convidado da Quiksilver para esta etapa, Micheal Wright, 18 anos, conseguiu nota 9,0 dos juízes em sua  bateria e Ryan Callinan, 22, arrancou um 9,5 na melhor onda surfada nas séries de 3-5 pés da quarta-feira na Cidade do Surf da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

“Nada mau sair da água com uma nota dessas. É maravilhoso”, vibrou Ryan Callinan, após a vitória sobre o norte-americano Brett Simpson, o espanhol Gony Zubizarreta e o japonês Hiroto Ohhara na 15.a e penúltima bateria do dia. “Eu tive sorte do Brett Simpson ter deixado passar uma onda que ficou muito boa. Eu precisei ser rápido para pegar ela e fiz tudo certo, consegui aproveitar bem a oportunidade. No ano passado foi minha primeira temporada completa no Circuito Mundial e cometi muitos erros, então este ano espero ser cada vez melhor”.

Callinan estava na lista dos 10 surfistas que o Qualifying Series classifica para a elite dos top-34 da World Surf League até a semana passada, quando caiu para o 13.o lugar no ranking. Duas baterias antes dele, o também australiano Micheal Wright surpreendeu um dos favoritos ao título do Quiksilver Pro Saquarema, o top do CT Jadson André, potiguar que acabou perdendo a briga pela segunda vaga da bateria para o paulista Caio Ibelli. Já o australiano surfou duas direitas de forma impressionante para somar notas 9,00 e 7,83 no segundo maior placar do primeiro dia nas ondas de Itaúna, 16,83 pontos.

Ryan Callinan (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Ryan Callinan (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

“Só em estar aqui já foi um presente e poder ter avançado em primeiro em uma bateria tão complicada foi melhor ainda”, disse Micheal Wright. “A onda veio e eu soube aproveitar o máximo dela. Este mar é sensacional e espero continuar avançando para subir algumas posições no ranking”, completou o jovem australiano de apenas 18 anos de idade, que chegou no Brasil em 357.o lugar no ranking do WSL Qualifying Series.

Ele foi quem chegou mais perto do recorde de 16,96 pontos do primeiro dia, estabelecido pelo havaiano Dusty Payne na décima bateria da quarta-feira, contra o espanhol Aritz Aranburu, que se classificou em segundo lugar para a próxima fase, o havaiano Kiron Jabour e o australiano Cahill Bell-Warren. Payne é um dos quinze surfistas da elite dos top-34 da World Surf League que estão competindo em Saquarema e defende a antepenúltima posição no G-10 do Qualifying Series. Ele surfou duas ótimas ondas que valeram notas 8,73 e 8,23, sendo o primeiro a superar os recordes de Alejo Muniz da manhã da quarta-feira em Saquarema.

Dusty Payne (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Dusty Payne (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

“Eu tracei uma estratégia antes da bateria e deu muito certo. Percebi que ninguém tinha visto as ondas da direita que estavam se formando e, mesmo sem a prioridade (de escolha da próxima onda), fui atrás e consegui achar boas ondas”, disse o havaiano Dusty Payne, que foi semifinalista no QS 10000 de Trestles, encerrado no último sábado na Califórnia. “Eu estava exausto da viagem e ainda bem que teve aquele “day off” ontem para me recuperar um pouco. Eu dormi praticamente o dia todo e só acordei para pegar umas ondas e conhecer o mar”.

LÍDER DO RANKING – Durante a manhã, o grande destaque foi o catarinense Alejo Muniz, que estreou no Quiksilver Pro Saquarema batendo os recordes do dia até a sua bateria, a sexta da primeira fase. Ele ganhou nota 8,67 na melhor onda surfada até ali e começou a defender a liderança no ranking do WSL Qualifying Series com vitória, surfando boas ondas na Praia de Itaúna. O português Marlon Lipke também foi bem nesta mesma bateria para passar em segundo com uma nota 8,40, a segunda maior entre os 24 surfistas que já haviam competido nos confrontos que abriram o campeonato na quarta-feira de céu nublado em Saquarema.

Alejo Muniz (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Alejo Muniz (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

“Eu assisti todas as baterias antes da minha e não esperava que ela fosse a que tivesse os scores (notas) mais altos. No finalzinho, o Ramzi (Boukhiam) quase virou a bateria, mas ainda consegui pegar mais uma onda que acabou sendo a melhor do campeonato”, disse Alejo Muniz. “O bom que a minha bateria foi o melhor momento de ondas até agora, então estou muito feliz por ter entrado justamente nesta hora. Eu estou bem focado, tentando surfar bem uma bateria cada vez e este evento aqui é muito importante para minha classificação. Eu quero fazer um bom resultado para ter mais calma e tranquilidade no restante do ano”.

Alejo Muniz saiu da elite dos top-34 no ano passado e está na busca para recuperar o seu lugar entre os melhores surfistas do mundo. Ele começou bem a temporada vencendo o QS 6000 de Newcastle, na Austrália, mas só assumiu a ponta do ranking no primeiro QS 10000 do ano, encerrado no sábado em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. O Quiksilver Pro Saquarema é o segundo evento com pontuação máxima para o ranking que classifica dez surfistas para a divisão principal da World Surf League. Em sua estreia na Praia de Itaúna, o catarinense ganhou um dos confrontos internacionais do primeiro dia contra o português Marlon Lipke, o marroquino Ramzi Boukhiam e o australiano Yadin Nicol.

“É muito bom competir aqui em Saquarema, é um lugar que tem muita cultura no nosso esporte, ótimos surfistas saíram daqui e eu sempre falo que para mim aqui é o melhor lugar de ondas do Brasil”,destacou Alejo Muniz. “É só olhar pro mar e ver essas esquerdas e direitas quebrando perfeitas. Fiquei contente que a comissão técnica acertou em adiar o início do campeonato ontem (terça-feira), por ter esperado para começar hoje e vai ter altas ondas a semana inteira, então com certeza vai ter show de surfe aqui em todas as baterias”.

Depois três vitórias australianas, vieram três brasileiras. A primeira com o paulista David do Carmo, que bateu um ex-campeão desta etapa de Saquarema, o australiano Matt Wilkinson, além sul-africano Beyrick De Vries e o argentino Leandro Usuña. Depois aconteceu um confronto 100% sul-americano que foi vencido pelo potiguar Italo Ferreira, uma das novidades na elite do CT este ano, com o uruguaio Marco Giorgi ganhando a acirrada disputa pela segunda vaga do pernambucano Ian Gouveia e do argentino Santiago Muniz.

“Está um pouco difícil o mar, as séries demorando a entrar, difícil de achar a junção, acertar o lip, mas quando você consegue pegar as boas dá para fazer boas manobras”, disse Italo Ferreira, que falou um pouco da vitória sobre Kelly Slater em sua estreia no WCT na Gold Coast. “Foi uma bateria muito boa contra um cara que eu assistia desde moleque, quando comecei a surfar, então quando eu vi que estava com o Kelly (Slater) na bateria, eu já fiquei pensando que teria que vencer essa bateria para mostrar que eu poderia estar lá entre os melhores. Não vieram muitas ondas, mas consegui pegar umas boas, estava com uma tática legal e deu tudo certo, o sonho foi realizado”.

No primeiro dia do Quiksilver Pro Saquarema foram realizadas 16 das 24 baterias da primeira fase, com a 17.a, do defensor do título desta etapa, Wiggolly Dantas, ficando para abrir a quinta-feira que promete ser de ondas bem melhores na Praia de Itaúna. A primeira chamada foi marcada para as 7h30 e seus adversários serão o também paulista Deivid Silva e os franceses Maxime Huscenot e Medi Veminardi, da Ilha Reunião. Na disputa seguinte, outro campeão em Saquarema estreia na sétima edição do evento que vem sendo realizado desde 2009, o catarinense Willian Cardoso, contra o norte-americano Michael Dunphy, o australiano Tom Whitaker e o português José Ferreira.

O POWERADE apresenta QUIKSILVER PRO SAQUAREMA 2015 é uma etapa do Circuito Mundial da WSL – World Surf League, que conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura Municipal de Saquarema e apoio da CCR – Via Lagos, Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação de Surf de Saquarema (ASS). O evento está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com.

João Carvalho – WSL South America Media Officer

(48) 9988-2986 – jcarvalho@worldsurfleague.com

Assessoria do Quiksilver Pro Saquarema:

Roberta Pinto – (21) 980-201-312 – robertamlpinto@gmail.com

 

Fonte e imagens: WSL South America.

 

 

Filipe Toledo vence o Oakley Pro na Califórnia

O brasileiro de Ubatuba São Paulo, Felipe Toledo, venceu o francês Jeremy Flores em uma final emocionante e confirmou o favoritismo para o Oakley Lowers Pro 2015.

Filipinho iniciou o evento mostrando a que veio, logo na primeira bateria pegou uma onda para a direita e entre batidas e rasgadas, acertou 3 manobras aéreas. No quarto round ele derrotou o americano Conner Coffin por (16.94 x 14.90), nas quartas de final, derrotou o francês Charles Martin (15.00 x 13.30), na semi final teve que vencer o estiloso havaiano Dusty Payne e na final e na final venceu outro francês, mas dessa vez a vítima foi Jeremy Flores. Empolgado com a vitória o Ubatubense deu entrevista e mandou “um salve pra toda a molecada de Ubatuba e todos seus amigos no Brasil”.

Parabéns Filipinho pela vitória sólida nesse evento e parabéns a todos os brasileiros que fizeram uma excelente campanha no Oakley Pro, especialmente a Alejo Muniz e Miguel Pupo, que foram até o 4° round.

Confira o vídeo exclusivo que a WSL fez do nosso Filipinho: