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Surf como terapia

O surf não é só um esporte de diversão, mas sim um esporte de integração. De contato com a natureza, com os colegas, com o mar e etc.

Na Grã-Bretanha existe um projeto de escolas especializadas para alunos especiais. Alunos com autismo usam o surf como uma terapia. Para quem não sabe o autismo “retira” a pessoa do convívio social, fazendo que ela crie um mundo só para ela.

Com este método de surf terapêutico já ocorreram vários relatos de muita melhora nos sintomas do autismo. Possibilitando a pessoa a ter contato com os outros, curtir aquele momento.

Discovery Surf School

Discovery Surf School

Não só no autismo que o surf foi usado como remédio na Grã-Bretanha, muitos soldados, membros das Forças Armadas ficaram traumatizados, passavam por sintomas de transtorno e nervosismo. E o surf mais uma vez fez seu papel de ajudante, amenizando os sintomas da doença.

Já ocorreram até competições para pessoas com necessidades especiais e dificuldades de aprendizado. As competições são um sucesso para as pessoas, para os visitantes e até para os investidores do projeto. Ou seja, o surf é um esporte de união. Onde você pode estar em cima da prancha, mas pensar em como outras pessoas também gostariam de estar surfando.

 

Bethany Hamilton surfa com um só braço

A surfista que tem uma história linda de superação. Bethany aos oito anos já sabia o que queria. Ser surfista era sonho, participava de vários campeonatos infantis e era realmente muito boa.

Infelizmente aos 13 anos sofreu um marco em sua vida. Um tubarão arrancou o braço de Bethany, mas felizmente ela conseguiu sobreviver ao ataque. Não conformada ela continuou indo na praia ver os amigos surfistas e tentando surfar do mesmo jeito.

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Bethany Hamilton

Ela não conseguiu subir na prancha de primeira, mas a vontade foi maior que qualquer limitação. Bethany depois de algumas tentativas conseguiu surfar novamente, recuperou o equilíbrio e hoje em dia é um grande exemplo para todos os surfistas.

Hoje em dia Bethany participa de vários campeonatos de surfe pelo mundo, é palestrante e tem uma ONG que oferece suporte a pessoas que foram atacas por tubarão e amputados. O que era para ser um motivo de tristeza acabou se tornando um impulso para o bem. Hoje toda essa historia faz com que Bethany saiba o quanto é uma mulher forte, capaz de ser bem sucedida profissionalmente e nos seus sonhos.

O surfista cadeirante

Andrézinho Carioca superou todos seus limites e barreiras. Ele mostrou que quem tem vontade e persistência possui tudo. Um real incentivo a todos que lutam para conseguir seus sonhos.

Aos 21 anos Andrezinho sofreu um acidente e teve a má noticia de que iria ficar paraplégico. Não pense que ele deixou se abater. Ele ergueu a cabeça e foi procurar algumas atividades físicas, vários esportes. Porém, nenhum tinha sucesso. Até encontrar o projeto AdaptSurf, que já ate foi citado em outro texto do nosso site, um texto sobre inclusão.

Andrezinho Carioca surfando

Andrezinho Carioca surfando

 

Com o projeto,Andrezinho não se sentia mais sozinho, se sentia capaz de tudo e realmente era capaz de tudo. Tornou-se um grande surfista. Que ousou até mesmo surfar a Pororoca. Aquela grande e temida onda que percorre vários quilômetros. Pois é, nosso atleta ousado mostrou que nenhuma limitação é capaz de cortar um sonho.

Com alguns ajustes a prancha ficou ideal para Andrezinho carioca. Quilha de borracha para evitar ferimentos, roupas ideais, apoio para as mãos, agora está tudo certo para o nosso surfista.

Quem se acha incapaz de surfar, lembre-se que existem vários exemplos assim. Lembre-se de ter vontade e ousadia. Que nenhuma limitação é capaz de impedir algo. Andrezinho orgulha os amigos, a família, os surfistas e o Brasil inteiro. É fantástico poder saber de um exemplo tão belo como o do Andrezinho Carioca.

 

História do Surf feminino.

 Mulheres também surfam!

Hoje em dia é cada vez mais comum ver mulheres em cima de pranchas, em campeonatos e até mesmo em treinamentos voltados para aprender surf(as famosas escolinhas de surf).Em vários esportes a mulher está ganhando seu espaço.E o surf é mais um dos esportes de inclusão do gênero feminino.

Em média faz 100 anos que as mulheres marcam presença nesse cenário surfista. Não só nacionalmente como internacionalmente. A primeira aparição de mulheres nas ondas foi em 1914,a destemida Isabel Letham.Naquela época as pessoas eram muito conservadoras,porém ela desafiou seu pai e foi para as ondas.  Ela foi a Australiana pioneira que surfou com uma prancha,já que na Austrália era mais conhecido o bodyboarding .As pessoas não ficavam de pé em suas pranchas.

Agora devem estar se perguntando. E no Brasil?Quando a mulher teve seu lugar no surf?

Surf feminino e sua história no Brasil.

No Brasil, foi com a Margot Rittscher da década de 60.Uma santista com muita coragem e audácia .Ela surfava com a “tábua havaiana” que na época era uma prancha muito utilizada.Todos devem lembrar  de alguns filmes com aquelas grandes tábuas de madeira.As famosas tábuas havaianas.

Porém, como surgiu o desejo do surf na vida dessa mulher?

Como grande parte dos surfistas o desejo inicial é devido ao amor pela natureza, a água e principalmente o mar. Do mesmo modo foi com Margot,uma mulher que amava o amar e amava estar próxima a ele.

Essas grandes mulheres deram o primeiro passo para a entrada da mulher no surf. Devido ao imenso preconceito na época tudo se tornava muito difícil para fazer o que se amava.Hoje em dia é comum ver uma menina surfando, comprando equipamentos de surf e até mesmo usando gírias tão famosas entre os surfistas.

Na vida a persistência é essencial, e foi assim que elas ganharam espaço na sociedade. Persistindo e lutando para realizar seus sonhos e planos. E graças a essas mulheres uma grande parte da geração foi influenciada, facilitando a continuidade do esporte para as gerações futuras.

Surf não é coisa de homem como muitos dizem. Mulher também surfa. Portanto,não desista no primeiro caixote que a vida te der. Tente alcançar os picos mais altos, as ondas que mais te fascinam. Essa é a essência do esporte e a essência da vida.